Produção de leite no Nordeste, ao contrário do Brasil, cresce 1,81% entre 2018 e 2021
A produção de leite do Nordeste, cresce em todos os 9 Estados, sobretudo nas regiões do Sertão e em parte do Agreste, também evoluem na melhoria da qualidade e produtividade.
Fonte: Elaboração Terra Viva | Foto de capa: Terra Viva

O Nordeste diferentemente da média nacional mantém o seu rebanho ainda em crescimento; do número de produtores de leite em atividade; aumento médio da produção de leite nas propriedades, ainda assim consegue significativo aumento da produtividade. Em algumas regiões há inclusive crescimento expressivo do número de produtores, diferentemente de quase todas as demais regiões brasileiras.
Fatores que explicam na maioria das vezes essa situação:
- No Nordeste em geral, particularmente nas regiões do polígono da seca, denominado “sertão”, a agricultura familiar e de pequenos produtores é forte e predominante. O produtor de leite nessa região depende em grande parte da receita mensal do leite para sua sobrevivência.
- Em 2021 a produção de leite segundo o IBGE alcançou 5.585.067.000 de litros (cerca de 70 % dessa produção se dá no Sertão, menos na região do Agreste que é menos seco, e pequena parte na Zona da Mata (onde predomina o cultivo de cana-de-açúcar). Essa produção considerando a população de 57 milhões habitantes do nordeste, em 2022, são em média 97,98 litros per capita. A média de disponibilidade a nível nacional é de 162,2 litros per capita.
- O sertão, é a região mais castigada historicamente pelas irregularidades nas médias anuais das precipitações pluviométricas. Porém, nos últimos 2 anos a região sertaneja se beneficiou de um ciclo de chuvas mais regular, sendo esse um dos fatores importantes para a atual fase de sucesso da pecuária leiteira no sertão.
- Mas o fator estrutural mais importante é a cultura que se formou entre os produtores na técnica do cultivo da produção da palma forrageira, aliado à sabedoria prática de seu manejo e do seu uso para a alimentação do rebanho. Uma cultura que se formou em dezenas de anos, hoje fator reconhecidamente estratégico para a produção de leite em todo semiárido.
















