Desafios para o setor lácteo em MT
Setor Lácteo - O ano de 2022 foi marcado por grandes desafios para o setor lácteo em Mato Grosso.

Dentro da porteira, os altos custos de produção com a alimentação animal, a baixa qualidade das pastagens e a saída dos pecuaristas leiteiros da atividade resultaram em oferta limitada no campo, sendo fatores que impulsionaram os preços do leite a patamares recordes. Dessa forma, o preço pago ao produtor de jan.22 a out.22 elevou 31,49% ante o mesmo período de 2021 e atingiu média de R$ 2,45/litro em Mato Grosso. Já o ICAP-L (Índice de Captação do Leite) de MT registrou recuo de 22,81% no acumulado de jan.22 a out.22, ou seja, houve maiores oscilações negativas no volume em 2022. Do lado da demanda, a população matogrossense se deparou com patamares recordes nas cotações dos derivados lácteos. De jan.22 a out.22, o queijo muçarela valorizou 30,22% no comparativo anual e atingiu média de R$ 32,38/litro. Contudo, com a retomada das chuvas, os preços tendem a cair no final de 2022
AUMENTO DA BALANÇA: o déficit na balança comercial de lácteos cresceu 46,49% ante a 2021 e somou valor de –U$ 47,83 milhões de dólares, devido ao elevado nível de importações em 2022
PREÇO NACIONAL EM ALTA: a “Média Brasil” divulgada pelo Cepea elevou 25,93% ante a 2021 e fechou o preço pago ao produtor em R$ 2,74/litro.
QUEDA NA CAPTAÇÃO: o volume de leite captado em Mato Grosso apresentou queda de 8,02% de 2022 para 2021 e registrou índice médio de 50,19.
RELAÇÃO DE TROCA DIMINUI: a RT entre o litro de leite e uma saca de milho registrou média de 29,67 litros em 2022, recuo de 23,55% ante a 2021.

As expectativas para 2023 no setor lácteo de Mato Grosso ( MT), são de patamares de preços menores que em 2022, contudo com oferta de leite ainda limitada no campo. Diante do cenário de evasão dos produtores e menor capital para realizar investimentos na atividade, a produção de leite em MT deve oscilar conforme a sazonalidade e os efeitos climáticos durante o ano. Dentro da porteira, a perspectiva é de avanço na produção leiteira no 1º trim.23, atrelado à melhora na qualidade das pastagens diante do período de chuvas no estado. Contudo, a seca pode reverter o cenário altista e fechar 2023 com queda na produção. De acordo com as estimativas do Imea, a produção pode diminuir 3,16% no próximo ano devido aos custos elevados da atividade. Além disso, as importações podem se intensificar durante a entressafra e aumentar a concorrência no mercado MT. Assim, as expectativas da cadeia leiteira são de preços menores quando comparado com a média de 2022, contudo em patamares acima dos registrados em 2021. Por fim, as perspectivas podem se alterar no decorrer do ano por consequência dos impactos nacionais e internacionais do mercado lácteo.

















