Negócio familiar: qualidade e gestão de custos
Leite e Derivados - Filho de produtores rurais, Kaio Lucas de Souza Teixeira, junto à esposa, Laiana Honório Pereira, ambos formados em Administração, resolveram criar um negócio próprio, o “Sabor da Fazenda”, tendo como base as raízes familiares, voltada à produção de leite.

Foi aí que, segundo Laiana, “começou o sonho de construir nossa própria empresa, aproveitar ao máximo a produção de leite, e criar uma oportunidade de crescermos”.
Colocando o sonho em prática
De acordo com Laiana, por mais que se entenda sobre a produção do leite, produzir seus derivados é bem diferente, requer cuidados que garantam a qualidade e a higiene. Foi aí que ela e o marido procuraram ao SENAR, e fizeram o curso de Fabricação de Derivados do Leite, em 2021.
Segundo Kaio, após o curso decidiram fazer alguns queijos para vender. “Fizemos 10 queijos frescos e minha esposa e eu combinamos que, se vendêssemos pelo menos 6, no domingo, aqui na roça, depois da missa, faríamos todas as semanas mais 10 queijos e venderíamos. Então no domingo pegamos uma forma, colocamos 9 queijos, e 1 nós abrimos para quem quisesse degustar. Eu fui com a forma com os queijos e minha esposa oferecendo. Não gastou nem 5 minutos para vendermos os 9 e cerca de 10 pessoas encomendaram um total de 15 queijos para a semana seguinte”.
O produtor conta que foi uma alegria imensa, que o casal viu como um sinal de Deus. “Então começamos a investir aos poucos e hoje já fazemos iogurtes, nozinho, muçarela e queijo fresco, entregamos todas as semanas na cidade. Ainda estamos começando, mas a cada dia que passa pensamos em investir mais no laticínio, pois ele agora é a nossa principal fonte de renda”.
Para o mobilizador do Sindicato dos Produtores Rurais de Varginha, Diego Carvalho Cauvilla, “o beneficiamento de produtos, transformando em agroindústria, é uma oportunidade de agregar no preço do leite”. Segundo ele, o caso de Kaio e Laiana é um exemplo de sucesso, de pessoas que acreditaram nesta ideia.
Gestão de Custos
Kaio também faz parte do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Balde Cheio, o que, para sua esposa Laiana, faz toda a diferença na qualidade do leite, além de trazer assistência prática e garantia de segurança para os consumidores.
Além da qualidade dos produtos oferecidos, Kaio acredita ser importante fazer a gestão de custos do negócio. Para ele, quando a empresa é familiar, pode não haver o hábito de “realizar controles administrativos, como, por exemplo, fluxo de caixa, controle de estoque, investimentos, gastos, custos operacionais e até mesmo anotações simples”. Entretanto, esta organização, segundo ele, é necessária: é o que garante acompanhar se “realmente o negócio está tendo rentabilidade, se tem futuro e quais os caminhos para o crescimento”, diz.
















