ATeG incentiva aumento no percentual de vacas em lactação
ATeG Balde Cheio - O Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), do Sistema FAEMG, está incentivando o aumento da rentabilidade na pecuária leiteira por meio do ajuste no percentual de vacas em lactação.

O estudo foi desenvolvido e aplicado pelo zootecnista e técnico de campo do ATeG Balde Cheio, Ronaldo Santos da Silva, com o grupo de produtores de leite assistidos pelo programa no município de Conceição das Alagoas.
Com os resultados do primeiro ano de assistência, o técnico de campo realizou os cálculos de cada produtor. Para basear o estudo, Ronaldo utilizou o percentual ideal de lactação recomendado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que é de 83%.
Com os dados em mãos, ele apresentou o estudo aos produtores assistidos, mostrando como o percentual de animais em lactação impacta na renda brutal anual. “A comparação utiliza a mesma média de produção, aumentando a quantidade de vacas em lactação que são existentes no rebanho. Por exemplo, em um dos casos, o ajuste do percentual resulta em um aumento na produção de leite de 136 litros por dia. É justamente essa perda de receita que é calculada na renda bruta anual”, explicou.
No exemplo citado pelo técnico, o percentual de vacas em lactação atual é de 64%. Sem alcançar o percentual ideal, a produtora tem uma perda anual de mais de R$ 100 mil. Veja o cenário:

Orientações
Durante as visitas do programa, o técnico de campo está repassando as orientações necessárias para que os produtores melhorem este aspecto da produção. “Começamos acompanhando de perto as anotações no caderno e o registro de parição e cobertura. A cobertura não deve passar de 90 dias depois da parição. Este intervalo permitirá uma cria a cada 12 meses. As adequações tecnológicas, de acordo com a realidade de cada produtor, vão permitir os ajustes necessários para que a cada período essa diferença seja equalizada”, finalizou.
Um dos produtores que já está com o percentual ideal de 83% é Rildo Cassiano de Sousa. Juntamente com a família, ele acompanha de perto quando as vacas entram no cio, para fazer a cobertura. “Esta assistência do técnico é fundamental, pois ele repassa todas as orientações e tira as nossas dúvidas. E nós levamos este conhecimento para o trabalho no campo. Aqui buscamos sempre a qualidade e eficiência na produção. Estou muito feliz em participar deste programa”, disse o produtor.
O gerente regional do Sistema FAEMG em Uberaba, Caio Oliveira, avalia que esses dados são importantes para que o produtor consiga visualizar, em números, o que pode ser melhorado na produção. “Estudos desta natureza estimulam o produtor a crescer na atividade, vendo que o seu negócio é viável e pode ser mais produtivo e rentável. O Programa ATeG oferece todo o suporte e orientações necessárias para o avanço das propriedades”, ressaltou.
















