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Setorial Selectus nº 5883

O desafio de garantir alimento para o rebanho em época de estiagem

Alimento para rebanho - No Rio Grande do Sul, cerca de 48 mil produtores de leite, ou seja, 94,5%, utilizam o sistema de produção a base de pasto, segundo o Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite de 2019.

Fonte: Novo Rural

Normalmente eles aproveitam o mês de abril para fazer a implantação das pastagens de inverno. Estas vão garantir alimentação para o rebanho leiteiro durante o outono, inverno e parte da primavera. Mas, é válido ressaltar que para garantir o resultado econômico esperado com a prática é preciso ter disciplina. Por este motivo, o planejamento forrageiro é fundamental.

Neste ano, o cenário é de preocupação para os pecuaristas gaúchos, tendo em vista que a estiagem no Estado prejudicou severamente as pastagens de verão, assim como as áreas de milho para produção de silagem – plantio do tarde – e o período de vazio forrageiro outonal iniciou com baixas reservas de alimento.

– O produtor está com grandes problemas em termos de pastagem para esse vazio forrageiro outonal, porque além da estiagem prejudicar o desenvolvimento das pastagens de verão, atrasou o cultivo das pastagens de inverno – salienta o engenheiro-agrônomo e especialista em Pecuária de Leite Jéferson Vidal Figueiredo, do escritório da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen/RS.

Ensilando no inverno

De acordo com o profissional, umas das práticas para enfrentar períodos como este é destinar uma área para a produção de conservados, como feno, pré-secado e silagem. Neste ano, para driblar a falta de pasto, os pecuaristas tiveram que usar o estoque de silagem para manter a produção dos animais, ficando sem muita reserva para o outono.

– Quanto mais o produtor tiver alimento armazenado e de boa qualidade, mais rentável vai ser a sua atividade, especialmente em época de escassez de chuva. Para quem teve dificuldade de armazenar alimento no verão, uma das alternativas é aproveitar todas as áreas de inverno e entrar com trigo específico para silagem, armazenando este até a próxima safra de milho. Também pode-se fazer feno de azevém, aveia e também tem os pré-secados – orienta.

Semeadura e manejo

O êxito na implantação das pastagens começa na semeadura. Além disso, de acordo com Figueiredo, administrar o ponto de entrada e saída do rebanho nos piquetes é fundamental para garantir o rebrote por um bom período.

– Uma boa pastagem é feita na semeadura, com o uso de sementes de qualidade e certificadas. Quando a pastagem é um 'espelho verde', considero que estamos no caminho certo. Para conseguirmos vários cortes de pastagens, temos que respeitar a entrada e a saída dos animais. Na maioria das cultivares de inverno, a entrada é quando o pasto atinge a altura de 25 cm a 30 cm, enquanto a saída entre 10 cm e 12 cm – reitera.

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