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Setorial Selectus nº 5791

RS: Barão recebe tarde de Campo sobre bovinocultura leiteira, diz Emater/RS

Tarde de Campo - Um grupo de cerca de 60 produtores de Barão participaram nesta quinta-feira (28), de uma tarde de campo sobre bovinocultura leiteira, organizado pela cooparativa Sicredi, Emater/RS-Ascar e empresas Justi, Milkparts e John Deere – com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) e da Secretaria de Agricultura.

Fonte: Página Rural

Realizado na propriedade da família do agricultor Silério Schafer, da localidade de Linha General Neto Baixo, o evento teve o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável das propriedades rurais, visando a qualidade, ao aumento da produtividade, a modernização e a rentabilidade da atividade leiteira. Na ocasião foram quatro estações em que houve mostra de equipamentos e de tecnologias disponíveis para os agricultores. À Emater/RS-Ascar coube a estação sobre Análise de Solo e Adubação, que discutiu a importância da aplicação de uma maior quantidade de ureia em pastagens permanentes, como tífton e jiggs, para um maior retorno em produtividade. "Por mais que o investimento pareça maior, ao final o resultado em quantidade de pasto produzido, na proporção, fará valer a pena", salienta o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Micael da Silva Serpa.

Como exemplo, Serpa cita a aplicação de ureia de e de adubo em uma quantidade até cinco vezes maior do que o convencional – 22 sacos, contra quatro sacos de 50 quilos, por hectare. "Por meio de cálculos, é possível perceber que esse aumento fará com que a pastagem tenha um rendimento de mais de 100 toneladas no total, ao ano", explica. Ao comparar com o preço médio da ração (R$ 1,20 por quilo), fica estabelecida a importância de um olhar mais cuidadoso para o solo e para o pasto. "Tecnologia não necessariamente tem a ver com máquinas ou equipamentos e sim com o manejo que se faz", resume.

Anfitriã da tarde, a produtora Judite Schäfer salientou a importância do trabalho de assistência técnica, do acesso às políticas públicas e da troca de conhecimentos sobre tecnologias disponíveis, como uma forma de fortalecer a produção leiteira na propriedade em que divide com Silério. "Há cinco ou seis anos possuíamos 17 vacas que produziam cerca de 230 litros de leite por dia, hoje são 27, que rendem 600 litros", compara. "E isto é alcançado com a participação em cursos, capacitações e dias de campo, em que temas como dieta do rebanho, melhoramento genético e práticas de higiene na ordenha são tratados", completa.

Participantes do Programa de Gestão Sustentável da Agricultura Familiar (Pgsaf) da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) – operacionalizado pela Emater/RS-Ascar por meio de convênio com o Governo do Estado -, Silário e Judite estão acostumados a participar de atividade que visam ao fortalecimento da atividade. O gerente regional da Emater/RS-Ascar, Marcelo Brandoli, lembra que a família integrou também a Chamada Pública do Leite, do Governo Federal, e o Programa Leite Gaúcho, ambos iniciados em 2012. "De lá para cá se percebe uma grande evolução", enfatiza.

Além das políticas públicas nas esferas Federal, Estadual e Municipal, a família também pôde ter acesso a recursos do Fundo Estadual de Apoio aos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper) e a outras linhas de crédito para investimentos em equipamentos e infraestrutura rural. "É um conjunto de ações que, somadas ao empenho de entidades, da integradora (a família entrega o leite para a Cooperativa General Neto, de Barão) e de outros parceiros, que acompanham e apoiam, gera resultado", comenta Brandoli. A atividade contou ainda com o apoio dos extensionistas Samoel Zerbielli e Márcia Bondan e do veterinário Adroaldo Boschi, que abordou a importância dos controles reprodutivos, nutricionais e de produção para o sucesso da atividade leiteira.

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