Argentina – As grandes indústrias de laticínios começam ter resultados favoráveis
Indústria/AR – Depois de registrarem perdas por treze meses consecutivos as grandes indústrias de laticínios da Argentina começaram a operar novamente com margens favoráveis, graças à super desvalorização da moeda.
O “valor de referência da demanda” em agosto passado de pequenas e médias empresas de laticínios (integradas à Apymel-Associação de Pequenas e Médias Empresas de Laticínios) foi de AR$ 12,6/litro contra um valor médio ponderado pago ao produtor de AR$ 15,6/litro, segundo revela o boletim do Instituto Argentino de Professores Universitários de Custos (Iapuco) junto com o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA).
Já para as grandes indústrias de laticínios (integradas ao CIL-Centro de Industria Lechera), o valor de referência em agosto foi de AR$ 17,4/litro, abaixo do preço médio pago aos produtores de leite e assim interrompendo nove meses consecutivos de perdas econômicas, segundo os cálculos realizados pelos técnicos da Iapuco.
O “Valor de referência da demanda” expressa a capacidade de pagamento pelo leite cru por parte das indústrias em condições normais de operação. Quando o Valor de referência da demanda fica igual ao preço pago ao produtor, a indústrias operou sem lucro, ou seja, margem zero.
Em agosto passado a exportação argentina de lácteos gerou US$ 73,7 milhões em divisas, a segunda maior cifra do ano, atrás apenas do US$ 77,2 milhões registrados em janeiro de 2019, segundo dados publicados pelo Observatório da Cadeia Láctea Argentina (Ocla).
Depois da desvalorização cambial realizada em meados de agosto, a rentabilidade dos negócios de exportação melhoraram notavelmente. O câmbio que era de AR$ 45,4/US$ 1, passou para AR$ 55,7/US$1 no momento da desvalorização, para terminar agosto em AR$ 59/US$1.
Em relação ao mercado interno, o segmento lácteos continua liderando a inflação dos alimentos com ajuste interanual de preços da cadeia láctea na ordem de 93,7%, contra o índice de 58,9% registrado para o segmento de alimentos e bebidas não alcoólicas, em relação ao mês de agosto de 2018.
















