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Especiais Selectus nº 5759

Argentina – SanCor encolhe e está mais perto de sua reestruturação final

SanCor – Um ano atrás, depois de definir a venda de duas fábricas e das marcas Las Tres Niñas e Angelita por US$ 45 milhões, a SanCor Cooperativa Unidas Limitadas (CUL) iniciou um processo de reestruturação não somente institucional, mas, também produtiva.

Fonte: ortalechero – Tradução livre: www.terraviva.com.br

Hoje, a maior cooperativa de laticínios da Argentina caminha para completar modificações fundamentais em seu estatuto para adequar-se às novas necessidades da empresa. Reduziu pela metade a quantidade de membros titulares do Conselho de Administração (passaram de 12 para seis) e agora permite que os associados possam vender parte de sua produção para outras empresas, o que antes era proibido.

“No dia 26 de agosto houve assembleia extraordinária e foi aprovado um novo estatuto com mudanças estratégicas, como a redução do Conselho de Administração e outras nas relações cooperativas, ou seja, a possibilidade dos associados poder industrializar e comercializar”, explicou uma fonte da empresa.

Antes, os associados deviam entregar todo o leite que produziam para a cooperativa. O não cumprimento era motivo de exclusão. Por sua vez, a SanCor estava obrigada a receber todo o leite entregue por seus produtores. “Isto tinha um grande impacto na estrutura empresarial”, disse a fonte.

Além disso, lembrou que “ao longo da história, por exemplo, quando o leite não valia nada, a SanCor tinha a obrigação de receber, e assim foram seis milhões de litros por dia, como ocorria, desvirtuando todo o negócio que não era sustentável”.

Essa política foi flexibilizada e agora os associados podem vender leite para fora da cooperativa. Isso significou mudanças para ambas as partes. A SanCor não faz adiantamento de pagamentos porque “não existe condições para isso”, segundo explicou o diretor da empresa.

Em compensação, “os produtores podem vender para outros parte de sua produção e se a cooperativa não tem bons negócios fechados para o futuro (comprar e vender rápido) a cooperativa pode deixar de receber leite, coisa que antes não podia fazer”.

Leite

Atualmente a SanCor recebe entre 700 e 750 mil litros de leite por dia. “A cooperativa se reorganizou bastante, e continua se reestruturando. Revisou a estrutura logística e comercial. Continua reduzindo pessoal nas fábricas. Quando houve as negociações com a Adecoagro já se falava na redução de 2.000 postos de trabalho nas fábricas. O objetivo é poder trabalhar com 1.400/1.500 funcionários”, explicou o executivo. Em 2016 a SanCor tinha 4.500 empregados. Alguns passaram para as empresas que foram vendidas pela cooperativa e outros, mais de 500, aderiram a planos de demissão voluntária.

Em relação à dívida, fontes da SanCor dizem que 95% do Acordo Preventivo Extrajudicial (APE), pelo qual quitaria 60% dos passivos, já foi encerrado. “Ficaram aspectos menores, a maioria das dívidas já foram negociadas. Existem prazos a serem cumpridos. As perspectivas futuras são melhores do que tempos atrás. O volume de matéria-prima nos próximos meses já está garantido, o que é positivo. Hoje a SanCor é uma empresa que luta, embora reconheçamos que seja menor do que décadas atrás”, afirmou o executivo.

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