USDEC – Otimismo sobre as exportações norte-americanas de lácteos no longo prazo
Exportações/EUA – Apesar da guerra comercial com a China, o presidente do Conselho de Exportações de Lácteos dos Estados Unidos (USDEC), Tom Vilsack, litar rações para os produtores de leite ficarem otimistas com o crescimento das exportações, especialmente para a elevada demanda de mercados do Oriente Médio, Ásia e México.
“Isso requer paciência. Estamos construindo estratégias de longo prazo. Mas, estou convencido de que seremos vencedores, não apenas para os produtores de leite de hoje, mas, para as futuras gerações”, disse Vilsack na Exposição World Dairy, a maior feira de comércio de lácteos do mundo.
Crescimento exponencial das exportações
Desde que diversas organizações do setor lácteo se juntaram para criação do USDEC, as exportações de lácteos subiram mais de sete vezes, chegando perto de US$ 5,6 bilhões anuais. No último ano, as indústria de laticínios dos EUA exportaram o equivalente a 16% dos sólidos de lácteos produzidos no país.

Esse percentual em volume de 2018 estabeleceu um recorde histórico nas exportações de lácteos dos eUA – apesar da tarifas de retaliação estabelecidas pelo México, e pelo maior mercado mundial, a China.
Durante vários anos, o volume exportado era cerca de 15% dos sólidos do leite produzidos nos EUA. Em 2017, foi estabelecido o programa “Os próximo 5%”, com o objetivo de aumentar em cinco pontos percentuais as exportações, ou seja 20% da produção.
Desafios comerciais no México e na China
O México estabeleceu tarifas de retaliação em 2018, mas, se o Congresso aprovar o Acordo EUA-México-Canadá (USMCA) em substituição À ALCA, trará mais estabilidade. Também foi estabelecido um acordo provisório com Japão no mês passado, o maior importador mundial de queijos, o que abrirá mercado para as exportações de lácteos dos EUA.
Investimento no Sudeste Asiático
Vilsack disse que um dos mercados mais promissores é o Sudeste Asiático, onde as exportações de laticínios dos EUA aumentaram 12% no ano passado e o USDEC está fazendo um novo investimento para desenvolver o Centro de Excelência em Lácteos em Cingapura.
O objetivo, disse Vilsack, ‘É criar um centro educacional de inovação alimentar no Sudeste Asiático”.
Também está ampliando as parcerias no México para aumentar ainda mais a demanda por lácteos norte-americanos e que serão beneficiadas pelo USMCA, como:
- Lançamento de queijo norte-americano no México e na China por meio de parceria com a varejista Costco, bem como no Chile, o que reforçará a presença no varejo.
- O lançamento do queijo do EUA GuildTM, criando marca internacional para facilitar a penetração e preferência por queijos dos EUA nos canais de culinária, serviços de alimentação e varejo.
- Treinamento alimentar halal para aproveitar o crescimento do consumo de lácteos em países islâmicos, como a Indonésia, um dos dez principais importadores mundiais de lácteos.
- Parcerias com academias e profissionais de marketing de queijo no Japão. O USDEC tem um contrato com a cadeia fitness Curves, que vende proteína de soro de leite concentrada nos EUA a clientes em suas 2.000 academias. O parceiro de marketing de queijo japonês do USDEC, o Chesco, está introduzindo queijos norte-americanos sofisticados em suas próprias lojas, bem como em outros supermercados e lojas de departamento no Japão.
“No USDEC, estamos plantando as sementes de novas ideias e abordagens para aumentar os mercados de exportação para um futuro melhor para a indústria de laticínios dos EUA”, conclui Vilsack.
















