Posicionamento das Confederações Nacionais da Indústria, Agricultura e Comércio sobre a Reforma Tributária PEC 45/2019
PEC 45/2019 - Hoje mais uma vez a Comissão Especial da PEC 045/19, em audiência pública, debateu a Reforma Tributária. Segue para conhecimento às contribuições de representantes da CNI e da CNA e da CNC a respeito das posições dessas três grandes representações setoriais da economia brasileira.
Confederação Nacional da Indústria (CNI)
De acordo com o Presidente Flávio Pinheiro de Castelo Branco da CNI, um dos principais problemas de competitividade interna e externa de produtos brasileiros está associado ao Sistema tributário brasileiro. Os principais problemas da tributação de bens e serviços no Brasil elencados por ele são:
- Cumulatividade e desvantagem na concorrência internacional;
- Cumulatividade e uso ineficiente dos recursos produtivos;
- Deficiência na compensação e no ressarcimento dos créditos tributários;
- Oneração dos investimentos;
- Uso indiscriminado do ICMS - Substituição tributária;
- Adoção do cálculo por dentro;
- Tributação na origem;
- Complexidade e insegurança Jurídica;
- Falta de coordenação entre legislações tributárias e
- Calendário desfavorável de recolhimento.
Figura 1 - Estrutura-base que o novo sistema tributário deve ter.
Na apresentação o presidente da CNI cita os principais pontos positivos e os pontos de atenção:
Tabela 1 - Posicionamento CNI PEC 45/2019.

Confederação Nacional da Agricultura (CNA):
O assessor jurídico da CNA, Dalton César Cordeiro de Miranda manifesta apoio a intenção da reformulação da reforma tributária seja ela pela proposta da PEC 45/19 (câmara) ou PEC 110 (senado), mas cita que ajustes devem ser feitos.
A CNA realizou um diagnóstico da Reforma tributária baseada em 7 pontos:
- Custo da administração dos tributos;
- O acúmulo de créditos e difícil ressarcimento dos mesmos;
- A alocação ineficiente de recursos;
- Os enquadramentos e as classificações;
- Excessiva litigiosidade que o sistema causa pela sua complexidade;
- Oneração do crédito (Guerra fiscal);
- Legislação tributária.
Com o resultado desse diagnóstico a CNA preparou um posicionamento (positivo) em 5 itens:
- Mecanismos de devolução de créditos eficientes;
- A criação de IVA mais seletivo;
- Alíquota padrão para alimentos;
- Simplificação tributária;
- Carga tributária que não poderá se elevar demasiadamente.

Figura 2 - Apresentação do Dalton César Cordeiro de Miranda (CNA).
Dalton César resume que a CNA apoia a reforma que simplifique o sistema tributário e que mantenha a carga tributária como atual ou um pouco maior e se preocupa com uma proposta que se parece já estar bastante madura, possibilitando pensar em um segundo passo que seria a necessidade de haver escopos e pilares que venham dar fundamentos a lei complementar que servirá de respaldo para a proposta aprovada.
Dentre a lei complementar, a CNA demonstra preocupação com produtor rural, pessoa física, que passará a ser contribuinte do IBS.
Confederação Nacional do Comércio
Representando a CNC Bruno Murat Pillar, Advogado da Divisão Jurídica, diz sobre a simpatia da CNC com a reforma tributária, onde na apresentação diz sobre as ressalvas e sugestões para que não haja prejuízos.
Comenta durante a apresentação alguns pontos já citados por outros representantes.
Algumas das críticas citadas são:
- Novo tributo no setor de serviços (elevação de 280% carga e 30% do preço do serviço);
- Aumento de carga no setor imobiliário;
- Comitê Gestor da Adm. Tributária Nacional - Enorme dificuldade política/administrativa da atuação de um órgão com representantes da União, estados, DF e municípios;
- Violação de uma das cláusulas pétreas fixada no inciso I do Art. 60 da Constituição da República.
Bruno Pillar apresenta algumas sugestões como:
- Estudos de impacto econômico e financeiro da proposta;
- Definição do conceito de destino;
- Alíquota reduzida para serviços;
- Observar as diferenças regionais das cinco regiões do país;
- Simplificação;
- Redução das taxas cartorárias (RGI’s);
- Extinção do PIS, COFINS e CSLL.

Figura 3 - Apresentação do Bruno Murat Pillar (CNC).
Também tiveram os posicionamentos de outras entidades, como:
Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia: Sérgio Paulo Gallindo
Associação Brasileira da Indústria de máquinas: Jose Velloso Dias Cardoso.
Veja o vídeo da audiência completo.
















