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Especiais Selectus nº 5699

EUA - Consumidores estão mais “flexíveis” do que nunca, mas desconfiam dos lácteos tradicionais

“Não lácteos” – A maioria dos consumidores norte-americanos têm algum nível de desconfiança em às indústrias de laticínios e carne, mesmo que eles não comprem carne e leite, de acordo com uma nova pesquisa do Grupo Hartman, e as alternativas ao leite continuam crescendo entre os compradores jovens.

Fonte: Dairy Reporter – Tradução livre: Terra Viva

As alternativas ao leite dominam a inovação de produtos e crescem exponencialmente nos últimos anos, com muitos considerando sua popularidade uma ameaça significativa para as vendas dos lácteos tradicionais.  

Mas, uma pesquisa entre os adultos dos Estados Unidos, detectou que a maioria não vê as alternativas vegetais como “diferentes ou melhores” do que os lácteos e as carnes tradicionais, em termos de menor nível de processamento, ser mais natural, saudável ou amigável com o meio ambiente.

Laurie Demeritt, diretor do Grupo Hartman, disse: “A agricultura comercial e seus abusos fizeram com que os consumidores questionasse a ética de consumir produtos animais; documentários populares erodiram a confiança nas indústrias de car e laticínios. A vantagem para as indústrias é que, para a grande maioria dos consumidores, carne e produtos lácteos ainda representam categorias simbólicas, familiares e prazerosas”.

A metade dos participantes da pesquisa disseram ter comprado alternativas vegetais para lácteos e carne nos últimos três meses (51%), e menos da metade dos compradores se declararam pessoas que estão limitando o consumo de carne.

O Grupo Hartman concluiu que estas categorias de produtos são flexíveis, podem ser consumidas concomitantemente com os tradicionais e “não é mais um nicho pela escolha de um estilo de vida, mas, uma característica proeminente de cultura alimentar”.

Opção para usos em diferentes ocasiões

O fenômeno é provavelmente global, pois uma nova pesquisa da Mintel revelou que os consumidores do Reino Unido também estão diversificando seus sabores. Perto de uma quarto (23%) deles usaram bebidas vegetais como alternativas ao leite entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019, um aumento em relação aos 19% registrados no ano anterior.

De um modo geral, 33% dos compradores britânicos com idades entre 16 e 24 anos usam as bebidas vegetais como alternativa ao leite em 2019, deixando os usuários de leite de vaca com menos de 75%. A Mintel atribui o sucesso dos “não lácteos” às variedades como a aveia, o coco e a amêndoa.

Emma Clifford, diretora associada da UK Food and Drink, disse> “O crescimento neste segmento faz parte de um movimento que se apoia nos vegetais com opções muito mais amplas, incentivado por preocupações com saúde, a ética e o meio ambiente, bem como pelo interesse dos consumidores pela variedade em suas atividades e dietas”.

A Mintel detectou que 33% dos consumidores de lácteos, “não lácteos” e cremes estão interessados em produtos que utilizam embalagens elaboradas com plásticos recicláveis, e 27% querem produtos com garantia de agricultura sustentável.

“A cobertura da mídia sobre questões éticas e ambientais em torno da pecuária tem ajudado a conscientizar os consumidores sobre esses fatores. O interesse ético é de importância significativa para o setor de bebidas lácteas, leite e creme, especialmente porque neste mercado a diferenciação é um desafio”, disse Clifford.

As mulheres estão impulsionando a tendência para bebidas vegetais, diz a Mintel, mas, têm suas limitações. Não é tão usado na culinária e em bebidas quentes como o leite de vaca, embora a Mintel tenha descoberto que 21% dos consumidores britânicos acreditam que as alternativas à base de nozes adicionam um sabor a mais às bebidas, do que o leite de vaca.

E os consumidores estão interessados em encontrar alternativas. Cerca de 65% dos consumidores de bebidas à base de vegetais, e 24% de não-usuários, “gostariam de receber conselhos sobre como utilizar as alternativas ao leite/creme para cozinhar/assar”.

“A mudança para alternativas ao leite de preço elevado continuará, ajudando a agregar valor ao mercado como um todo. O interesse dos consumidores no aconselhamento sobre como essas alternativas se adequam a diferentes ocasiões de uso indica um potencial mercado a ser impulsionado entre os atuais usuários e não usuários”, disse Clifford.

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