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Especiais Selectus nº 5673

Argentina – otimismo com a elevação do consumo e do preço ao produtor

Leite/AR – O consumo interno de leite parece não ter limite. Depois de encerrar doze meses em contração de 12% na demanda doméstica de leite fluido, e de 6% na demanda geral de lácteos, os dados oficiais de 2019 mostram que a tendência fica mais acentuada. No primeiro trimestre, o consumo de leite fluido pelos argentino caiu 15% na comparação interanual. O governo confia que a tendência começa a mudar diante de menor inflação projetada e uma certa recuperação do poder aquisitivo dos salários.

Fonte: El Cronista – Tradução livre: Terra Viva

Atribuem o desempenho do consumo interno de lácteos à crise, e acreditam que o setor pode passar por esse período sem contratempos e aguardar a recuperação da demanda interna, bem como as exportações.

Sustentam que a produção de leite subirá 2% este ano, sobre os 10.640 milhões de litros  do ano passado e que, mesmo com o retorno do consumo, não haverá perigo de escassez da oferta.

Também não existem motivos para a queda no preço ao produtor na primavera, quanto a oferta de leite aumentam. As exportações irão melhorar. Subiram 9% na comparação anual, segundo os últimos dados oficiais.

A pasta comandada por Luis Etchevehere, destaca que a exportação permite a recomposição do preço pago pela indústria ao produtor. Em maior o valor médio recebido pelos produtores foi de 14,45 pesos por litro.

Esse valor é 130% superior ao que foi pago em maio de 2018. Em relação a abril, a variação foi elevação de 9%. Com esses dados, Etchevehere; o seu chefe de gabinete, Santiago del Solar; e o diretor do setor lácteo, Alejandro Sanmartino, lembraram que a exportação, que hoje representa 20% da produção total argentina, está impulsionando a atividade.

“O valor do leite em pó está em US$ 3.200/tonelada, e isso permite que o produtor local receba US$ 0,32/litro”, disse Sanmartino.

Admitiu, no entanto, que em 2018 o setor leiteiro viveu meses muito ruins (com a produção primária recebendo abaixo do custo de produção durante meses, e a indústria em plena reacomodação), e que a crise do setor lácteo vem se arrastando nos últimos anos, com inundações e saída dos mercados internacionais.

Disseram, no entanto, que a Argentina hoje exporta lácteos para 70 países, dos quais a Rússia, Argélia e Brasil representam 70% do volume exportado. E disseram que pretendem chegar a 100 mercados até 2025. Para isso, reforçou Etchevehere, serão essenciais acordos comerciais da Argentina, via Mercosul, com outros países, entre eles a União Europeia, Canadá e Coreia do Sul.

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