Pecuária cearense procura uma saída
Pecuária leiteira/CE - Está sob a análise do secretário de Desenvolvimento Econômico, Maia Júnior, a proposta - elaborada em conjunto pela Federação da Agricultura (Faec) e pela Adece - de rápida reestruturação da pecuária leiteira do Ceará, que enfrenta mais uma crise de causas exógenas.
O mercado cearense - cuja grande produção atual é fruto das boas chuvas que fizeram renascer os pastos naturais - foi invadido por leite oriundo do Sul e Sudeste do País, cuja indústria importou matéria-prima da Argentina e Uruguai. Resultado: mais oferta do que procura. O preço do leite para o consumidor final, que em Fortaleza chegou a beirar os R$ 4 no ano passado, está hoje em torno de R$ 2,70. O que pedem os pecuaristas cearenses para evitar os prejuízos que se avolumam? "A defesa comercial contra importações desleais (ICMS alto sobre o leite de outros estados), competitividade (podem chamar-me de desoneração tributária) e assistência técnica ao produtor", como disse à coluna um pecuarista de Quixeramobim. Além das sugestões de ordem fiscal, há outras que pedem uma campanha de marketing do tipo "Compre o que é nosso" e mais uma, de fácil e rápida implementação: a criação de um moderno polo industrial que transforme o Ceará num grande produtor de queijos finos. O secretário Francisco Maia Júnior é o dono da bola.
















