Lobby para importar dos Estados Unidos sem as barreiras da UE
Reino Unido x EUA – Grupos ultraliberais e ultra conservadores dos dois lados do Atlântico “estão fazendo negócios em segredo”, porque uma vez finalizado o Brexit, Londres estará livre das barreiras impostas pela União Europeia (UE) em questões de segurança alimentar, farmacêutica, meio ambiente e bem-estar animal, podendo abrir o mercado para os produtos norte-americanos.
Entre os produtos estão os alimentos geneticamente modificados e os frangos clorados. Segundo a investigação realizada pelo Greenpeace, existe um “ativismo sem precedentes” por parte de 10 grupos de ultra-direita, que envolve as norte-americanas Heritage Foundation, Cato Institute, e o britânico Iniciative for Free Trade (IFT).
Os diferentes padrões de segurança entre Estados Unidos e Europa tornaram lentas as negociações para o Tratado Transatlântico de Livre Comércio (TTIP) durante a administração Barack Obama, até que Donald Trump as descartassem por completo. O jornal The Guardian afirma que viu documentos mostrando o TTIP “ideal”. O Reino Unido pós-Brexit “idealmente” deveria ajustar seus parâmetros aos norte-americanos, “menos rigorosos” que os europeus e abrir pela primeira vez as portas (e os portos) para produtos “Made in USA” que até agora são proibidos.
Um acordo de livre comércio “ideal” entre Washington e Londres se concentraria em adotar um mútuo reconhecimento de parâmetros e características de “mercadorias e empregos”. O IFT, segundo o Greenpeace e The Guardian, está pressionando para promover os benefícios comerciais com a queda de barreiras dessa magnitude. “Os exportadores dos produtos dos Estados Unidos, por exemplo, de carne de vaca, encontrariam um mercado virgem para exportar, oferecendo aos consumidores britânicos alternativas mais baratas do que as opções atuais”. “Isto é exatamente o contrário do que propôs a Primeira Ministra, Theresa May”, disse um executivo britânico do Greenpeace, Doug Parr, a The Guardian. Revelada as negociações secretas, um porta-voz do IFT declarou que não queriam pressionar o governo em nada. “Só queremos liberar a maior quantidade possível de informações sobre os possíveis ganhos de um acordo de livre comércio entre os Estados Unidos e o Reino Unido”.
















