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Globalização E Mercosul Selectus nº 5279

O consumo mundial de cereais baterá um novo recorde graças aos biocombustíveis da China

Cereais – Um dos aspectos mais destacados do Boletim do Conselho Internacional de Cereais (CIC) do mês de outubro é que o consumo mundial de grãos na campanha 2017/18 alcançará um novo recorde pela expansão dos biocombustíveis na China. O CIC revisou a cifra de consumo em 8 milhões de tonelada em outubro em relação ao 2.104 milhões de toneladas calculados em setembro, e que representa 1% a mais em relação à temporada anterior.

Fonte: Agrodigital - Tradução Livre: Terra Viva

A demanda chinesas será intensificada pelas medidas governamentais para reduzir os estoques de milho. Como resultado desse maior consumo em todo o mundo, os estoques de grãos foram revisados para menos, marcando a primeira queda em cinco safras, ficando em 493 milhões de toneladas (em setembro eram 497 milhões de toneladas). A produção mundial de cereais foi estimada em 2.075 milhões de toneladas, 3% menos que no ano passado, mesmo que esteja 6 milhões de toneladas a mais que a estimativa de setembro. Esta reavaliação se deve à maior estimativa da produção de milho nos Estados Unidos da América (EUA), que elevará a colheita mundial para 1.034 milhões de toneladas, que é 45 milhões de toneladas menor do que o volume obtido na temporada passada. Outro dado em destaque é o crescimento dos estoques finais de trigo ao nível mundial, que aumentou 1 milhão de tonelada em relação a setembro, situando-se em 249 milhões de toneladas, que são 7 milhões de toneladas a mais que a safra passada.

A projeção mundial total de estoques finais de cereais, de 493 milhões de toneladas foi revisada para baixo em 4 milhões de toneladas em relação a setembro. Perda de 30 milhões de toneladas (-5,74%), em relação ao ano passado. Esta perda significativa foi provocada pelo milho, que caiu 32 milhões de toneladas. As relações entre estoque e consumo variam em relação à safra passada. O trigo sobe um poto, ficando 33,6%, o mais alto índice dos últimos anos. Trata-se de uma relação tranquilizadora para o mercado. No caso do milho, a relação cai três pontos, situando-se em 19,21%, cifra que fica no limite do equilíbrio. A cevada perde algo como um ponto, ficando em 19,18%.

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