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Argentina - Defesa da concorrência denunciará supermercados pelos preços

Distribuição/AR – O organismo decidiu que existem indícios suficientes para iniciar investigações sobre possíveis condutas anticompetitivas. O Governo decidiu focar nos supermercados, segundo confirmou La Nacion.

Fonte: People Daily – Tradução livre: Terra Viva

Depois de ter realizado um estudo sobre o setor no começo do ano, a Comissão Nacional da Defesa da Concorrência (CNDC) decidiu na semana passada que havia indícios suficientes para iniciar uma investigação sobre os supermercados por possíveis condutas anticompetitivas. “Na análise da situação de vários produtos de consumo de massa, surgiram situações na relação entre fornecedores e supermercados que podem ser temas de investigação por possíveis problemas de concorrência”, explicaram as fontes. “É difícil fazer diagnóstico em tempos de inflação. Mas, quanto a concorrência não funciona, os preços podem estar distorcidos”. Pontualmente, o CNDC, dirigido por Esteban Greco está  observando a relação dos supermercados com os fornecedores, o acesso das diversas marcas nas gôndolas, o esquema de promoções, entre outras condutas. Consultados a respeito por La Nacion, Juan Vasco Martínez, da Asociación de Supermercados Unidos (ASU) disse: “Estamos absolutamente tranquilos porque não participamos de nenhuma dessas condutas”. O jornal entrou em contato com as cadeias de supermercados, mas, nenhuma declaração foi data. De acordo com La Nacion, até agora a CNDC não citou os responsáveis pelas redes. Em muitas delas, a notícia causou surpresa. “Se existe um setor que não está cartelizado, é o dos super. É um setor que, ainda que pareça raro, está perdendo dinheiro. Os preços dos alimentos subiram sim, mas, por outros motivos”, disse uma fonte do setor, sem ser identificada. “Pela natureza do negócio, em nenhum outro lugar do mundo ocorreria o que está ocorrendo aqui. Se existe um setor competitivo, é o nosso, pela quantidade de atores que existem, cumprindo a lei da oferta e da procura. São mais 40 ou 50 cadeias, 100.000 atacadistas, 20.000 supermercados chineses. É absolutamente impossível pensar que se possa fazer acordo. Não resiste à menor análise. Que trabalhe a CNDC e verá”, acrescentou.

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