Estados Unidos aceleram plantio, e Brasil pode ser afetado
Plantio de grãos/EUA - Os produtores dos Estados Unidos imprimiram um ritmo muito forte no plantio de grãos nos últimos dias. Semearam 15,2 milhões de hectares em apenas uma semana, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (15) pelo Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
Uma boa notícia para os produtores americanos, que iniciaram a safra 2017/18 com condições climáticas piores do que as de 2016/17.
Mas essa rápida recuperação de plantio pode ser uma má notícia para os produtores brasileiros. O plantio atrasado nos Estados Unidos poderia gerar quebra de produtividade, caso não fosse feito em tempo ideal.
Com uma nova "safra cheia" nas lavouras norte-americanas, após produção recorde na América do Sul, os preços poderão ficar ainda mais depreciados.
Daniele Siqueira, analista da AgRural, aponta que os percentuais de plantio de soja e de milho deste ano agora se equiparam aos da média dos últimos cinco anos.
Ela destaca que é cedo para avaliações de safra, mas essa concentração de plantio em um período muito curto acaba sendo um perigo.
Um eventual problema na fase de enchimento de grãos —julho e agosto— vai trazer efeitos muito mais complexos do que se o plantio tivesse sido feito em um período mais prolongado.
Siqueira afirma que os norte-americanos conseguiram semear 6,2 milhões de hectares de soja na semana passada. Com isso, já plantaram 11,6 milhões de hectares dos 36,2 milhões que serão destinados à oleaginosa.
Já o plantio de milho avançou 8,7 milhões de hectares na semana passada, somando 26 milhões dos 36,4 milhões que serão semeados.
A soja voltou a subir nesta segunda-feira, mas a influência sobre os preços veio de fora das lavouras. A queda do dólar e a alta do petróleo puxaram os preços do contrato de julho para US$ 9,70 por bushel (27,2 quilos).
Siqueira diz que "o produtor brasileiro tem de ficar atento às mudanças de preços em Chicago para efetuar seus negócios".
















