Pular para o conteúdo
TerraViva TerraViva®O site do agronegócio do leite desde 1995
Piracanjuba
Globalização E Mercosul Selectus nº 5164

Depois do fórum bem-sucedido, iniciativa do Cinturão e Rota inicia nova etapa

Cinturão e Rota – Um foro de dois dias, de líderes mundiais, terminou ontem com promessas e grande esperança de que a iniciativa Cinturão e Rota seja o começo da construção de um mundo melhor. A iniciativa foi concebida em 2013 pelo presidente da China, Xi Jinping, para criar uma nova plataforma de cooperação internacional.

Fonte: People Daily – Tradução livre: Terra Viva

Cerca de quatro anos depois, o plano chega ao ponto mais importante, o Foro do Cinturão e da Rota para a Cooperação Internacional. Diante de dezenas de jornalistas no lago Yanqi, nas redondezas de Bejing, Xi disse que o foro, ao qual compareceram líderes de 30 países, conclui com sinais positivos de que “todos estamos unidos para impulsionar a iniciativa e em direção a um futuro de cooperação para a humanidade”. “Através da iniciativa, esperamos poder encontrar novas forças que levem ao crescimento, criar uma nova plataforma para o desenvolvimento mundial e equilibrar a globalização econômica”, disse Xi.

Depois do fórum bem-sucedido, iniciativa do Cinturão e Rota inicia nova etapa

A China conseguiu o apoio de todo o mundo para defender a globalização e o multilateralismo em um momento em que a maior economia do mundo, Estados Unidos, se volta para os assuntos internos. O chamado foi bem recebido e não somente pelos países em desenvolvimento. As principais economias, incluindo o G7, enviaram representantes. Também estiveram presentes o Brasil, a Rússia, a Índia e a África do Sul, membros dos BRICS, de outras economias emergentes como Indonésia, México e Turquia. E países petroleiros do Oriente Médio como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. O presidente russo, Vladimir Putin, ressaltou que a iniciativa ajudou a impulsionar a cooperação econômica e o intercâmbio entre os países. Nos mais de 130 países representados, incluindo o anfitrião, a China, habitam mais de dois terços da população mundial. O Produto Interno Bruto conjunto representa mais de 90% do total mundial. José Viñals, presidente do banco britânico Standard Chartered, disse que o foro representa o início do Cinturão e Rota 2.0. “Alcançamos o consenso, traçamos o curso e perfilamos um plano de ação”, disse Xi aos jornalistas. De acordo com Xi, 68 países e organizações internacionais firmaram acordos de cooperação com a China para implantar o Cinturão e Rota. Muitos foram firmados durante o foro. Mas os avanços não terminam aqui. Xi disse que uma lista de resultados de mais de 270 produtos foi elaborada na Mesa Redonda dos Líderes do foro, com o que se traçou o rumo a seguir. Na Mesa Redonda também foi emitido um comunicado que, entre outras coisas, criticou em termos enérgicos o protecionismo. “Reafirmamos nosso compromisso compartilhado de construir uma economia aberta, garantir um comércio livre e inclusivo e nos opomos a todas as formas de protecionismo”, diz o comunicado. “Nos esforçaremos para promover um sistema de comércio multilateral universal, baseado em regras, aberto, não discriminatório e de acordo com a Organização Mundial Comércio (OMC)”, acrescenta o comunicado.

Depois do fórum bem-sucedido, iniciativa do Cinturão e Rota inicia nova etapa

No futuro a conectividade continuará sendo o núcleo, disse Xi. Mais portos terrestres e marítimos serão conectados a uma vasta rede de transporte transcontinental. Os países também começaram a “adaptar” os programas de conectividade para se alinhar às regras e padrões aduaneiros, supervisão de qualidade e aplicação da lei. Serão construídos mais parques industriais, corredores econômicos e projetos de cooperação. Os projetos de emissão de baixo carbono terão apoio, assim como o comércio eletrônico, big data e cidades inteligentes, segundo Xi. Um dia antes, o presidente anunciou um forte apoio financeiro para todos estes esforços. O Fundo da Roda da Seda será acrescido de 100 bilhões de yuanes (cerca de US$ 14.500 milhões). Os bancos estatais da China outorgarão 380.000 milhões de yuanes em empréstimos para projetos de infraestrutura e desenvolvimento. Serão destinados 300.000 milhões de yuanes para realizar negócios com yuanes no exterior e serão destinados 60.000 milhões de yuanes para ajudar os países em desenvolvimento e as organizações internacionais. Desde 2013, a iniciativa está indo além das expectativas e se transformando em uma realidade que está gerando benefícios reais para os países ao longo das rotas. Da Mongólia à Malásia, da Tailândia ao Paquistão, e do Laos a Uzbequistão estão sendo construídos muitos projetos, incluindo trens de alta velocidade, pontes, portos, parques industriais, gasodutos e redes elétricas. A qualidade de vida das pessoas ao longo das rotas também será melhor. O secretário geral das Nações Unidas, Antônio Guterres, que assistiu ao foro, aprovou o esquema e disse ao ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, que o foro representa uma visão única, estratégica e de futuro da China e será chave para abordar os problemas mundiais através da cooperação internacional.

“Levamos o Cinturão e a Rota ao nível seguinte, mais amplo, mais profundo e mais elevado”, disse Xi. “Buscaremos soluções comuns para resolver os grandes desafios econômicos de nossa época”. Além de classificar a iniciativa como um projeto de longo prazo, o presidente disse que requer esforços conjuntos de todas as partes envolvidos, para traduzir o projeto em ações concretas e resultados avaliáveis. Os líderes mundiais voltarão a se reunir para avaliar os avanços, em 2019. “Temos razões de sobra para confiar no futuro”, disse o presidente chinês.  

G100
Publicidade
Tirolez
Publicidade
Arla Foods Ingredients