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Globalização E Mercosul Selectus nº 5162

China: Corte de impostos é oportunidade

China - A China confirmou recentemente o corte de 13% para 11% no imposto de valor agregado (VAT, na sigla em inglês) que incide sobre suas importações de produtos agrícolas. A medida, válida a partir do próximo mês de julho, pode oferecer maiores margens às empresas processadoras, estimulando a ampliação das compras externas – o que favoreceria o Brasil.

Fonte: Agrolink

“A China é uma fonte quase inesgotável para a soja mundial e brasileira, eu diria para os próximos 40 anos, no mínimo. O Brasil é um dos três maiores fornecedores de soja e farelo de soja para a China, junto com os Estados Unidos e a Argentina – e isto deverá continuar por muitos anos”, aponta o analista de mercado Luiz Carlos Pacheco.

O especialista, no entanto, alerta que não se deve esperar um grande avanço nos preços, pois não há fundamentos que indiquem a volta dos níveis de R$ 90,00/saca, como já houve há algum tempo. Para isso, diz ele, esta demanda precisaria ser muito maior, além de acontecer alguma catástrofe climática.

Por isso, Pacheco faz um aviso específico aos agricultores: “Não é o preço em si que é o importante, mas o percentual do seu lucro. No ano passado o preço chegou a níveis elevados, mas somente 35% dos agricultores aproveitaram, porque ficaram iludidos com possibilidades de mais alta. Não observaram que já tinham 64% de lucro (R$ 92,00/saca, contra R$ 56,00 de custo). Então, minha recomendação é não olhar tanto o valor do preço, mas o percentual de lucro”.

O analista chama a atenção ainda para a necessidade de investir na infraestrutura para aproveitar melhor oportunidades de mercado como essas. “As exportações brasileiras poderiam ser maiores se houvesse melhor infraestrutura de escoamento (estradas e portos, principalmente na Região Norte do país, mas aqui no Sul também). Eu estimo que, se esta estrutura fosse melhor, as exportações poderiam crescer em mais 20%, pelo menos. E os investimentos retornariam ao país, sob a forma de impostos e melhoria nas cidades do interior em 10/15 anos”, conclui.

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