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Especiais Selectus nº 7429

No 2º trimestre de 2026 os estoques de manteiga e queijo cresceram na UE

Ao mesmo tempo, a disponibilidade de leite em pó caiu.

Fonte: Apresentação: Terra Viva Imagem de capa: Anna por Pixabay
No 2º trimestre de 2026 os estoques de manteiga e queijo cresceram na UE

A captação de leite na União Europeia (UE) vem mantendo a tendência de alta, e no 2º trimestre de 2026, o crescimento foi de 2,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionando a produção de produtos lácteos.

O forte crescimento das exportações limitou os níveis dos estoques. Ainda no 2º trimestre de 2026, as exportações registraram aumento 7,7% na comparação interanual, impulsionadas pela boa demanda por manteiga, queijo e leite em pó pelos países do Oriente Médio e Norte da África (MENA), Egito, Israel, Líbia, Marrocos, Omã, Catar, Iêmen, assim como países asiáticos como Indonésia, Japão, Malásia, Filipinas, Singapura e Vietnã.

Crescimento dos estoques de manteiga

Houve aumento na disponibilidade total de manteiga no 2º trimestre, uma vez que a maior captação de leite permitiu o crescimento da industrialização de produtos, mesmo que ela tenha sido limitada pelo crescimento de 39,7% (28.000 toneladas) das exportações.

Na comparação interanual, os estoques ficaram 1,4% maiores em relação ao 2º trimestre de 2025, o que correspondeu a 7.400 toneladas.

A oferta de queijo continua a crescer

A oferta de queijo aumentou no 2º trimestre, impulsionada pela alta da produção e importações firmes. Paralelamente à captação, o volume de sólidos do leite também continuou crescendo, estimulando assim, o melhorando o rendimento na indústria.

Ao mesmo tempo, as exportações aumentaram 6,5% (23.300 toneladas) na comparação interanual. A demanda dos países da região MENA e do Reino Unido cresceu. A disponibilidade de queijo aumentou 2,9% (65.200 toneladas) no 2º trimestre, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Baixa na oferta de leite em pó

A oferta de leite em pó desnatado registrou significativo recuo de 20,2% no 2º trimestre, na comparação interanual. A produção ficou estável, apresentando alta marginal de 0,1%, enquanto as importações recuaram 8,4% no mesmo período. O forte aumento das exportações (+22,2%) pesou sobre o volume global da oferta.

Os países da região MENA (especialmente Egito, Líbia, Omã e Iêmen) assim como certos países asiáticos, como Indonésia, Malásia e Singapura foram os principais responsáveis por esse desempenho.

A produção de leite em pó integral aumentou 2,2% no 2º trimestre de 2026, acompanhando a alta na captação de leite. As exportações ganharam força diante da melhor competitividade de preços no mercado internacional, em relação às cotações dos Estados Unidos da América (EUA).

A demanda cresceu na região MENA e em alguns países asiáticos. A disponibilidade recuou 9%, devido ao aumento das exportações no período.

De acordo com as perspectivas de curto prazo sobre o setor agropecuário, o crescimento da produção de leite deverá ser mais restrito no 2º semestre do ano. Apesar da desaceleração esperada, a oferta de leite continuará sendo elevada, uma vez que a base de comparação é relativamente alta. A evolução dos níveis de estoque dependerá da dinâmica nos mercados interno e externo.

Os estoques de produtos lácteos serão determinados por diversos fatores externos: geopolítica, condições climáticas e surtos de doenças. Sem esquecer do fenômeno El Niño, previsto para o final do ano, e que impactará a produção mundial de leite.

A doença da língua azul está sendo amplamente disseminada no Reino Unido e provavelmente reduzirá a oferta britânica de leite. Todos esses fatores terão influência no fluxo comercial a serão fundamentais para as disponibilidades de produtos lácteos.

Fonte: AHDB   Tradução livre: www.terraviva.com.br

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