América latina e Argentina podem contribuir mais, estima Borrell (UE)
América Latina – O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, estima que a América Latina em geral, e a Argentina em particular, podem “contribuir mais” para fornecer alimentos e energia para o mundo, dentro de um contexto de tensões pela guerra.

A guerra na Ucrânia provocou “ondas de choque sobre os preços dos alimentos e de energia, e a América Latina poderá alimentar as pessoas, podem continuar produzindo mais alimentos e também fornecer energia, e nós os europeus, podemos fornecer tecnologia e capital”, declarou Josep Borrell à imprensa em Buenos Aires. A Argentina, em particular, fornece inúmeros bens “importantes para a Europa e para o mundo, e pode fazer mais ainda”, especialmente “em agro-alimentos, com a sua superfície e enorme capacidade de produção”, acrescentou. “E a energia pode acompanhar”.
Josep Borrell, que falou sobre a questão após uma reunião com o chefe da diplomacia argentina, Santiago Cafiero, está em Buenos Aires para presidir uma reunião ministerial entre a UE e a Comunidade dos Estados da América Latina e Caribe (CELAC), na quinta-feira em Buenos Aires. Não havia tal reunião desde 2018, lembrou ele.
Tendo visitado o Uruguai antes da Argentina, o chefe da diplomacia europeia salientou na segunda-feira a importância de alcançar um acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul, “antes que outros atores econômicos” assumam o controle. “Tanto na política, como na economia, não existe vazio, outros ocuparão o espaço. A China é obviamente um deles, e já é o principal parceiro comercial de todos os países da América Latina”, explicou ele. “Mas se a China compra, nós os europeus investimos muito na América Latina. Mais do que a China, a Rússia, o Japão e a Índia juntos. A UE e o Mercosul deveriam portanto trabalhar em conjunto”, até o final do ano “para avançar no acordo de livre comércio de “importância estratégica”, e a próxima presidência da UE será espanhola, no segundo semestre de 2023, poderia “abrir uma janela de oportunidades”, disse Josep Borrell.
















