Alimentos recuam 0,15% na ‘porta da fábrica’ em novembro com queda do leite e da carne
Preços - O preço dos alimentos medidos na “porta da fábrica sem impostos e frete” pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) caiu 0,15% em novembro de 2021 ante outubro.

Apesar de pequena, a variação impacta o Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado nesta quarta-feira (05) com alta de 1,31%, porque os alimentos têm um peso de quase 25% no indicador.
Este foi somente o segundo resultado negativo no ano para alimentos, depois do registrado em junho (-0,14%). O acumulado do ano até novembro é de 15,53%. Em 12 meses, a variação de 14,31% é a menor do ano e também a menor desde fevereiro de 2020 (11,94%), informou o IBGE. Segundo os técnicos, o setor exerceu a terceira maior influência tanto no acumulado no ano para o IPP, 3,99 pontos percentuais (p.p.) em 28,36%, quanto no acumulado em 12 meses, 3,73 p.p. em 28,86%.
Em termos de influência para o desempenho dos alimentos no IPP, os pesquisadores destacam as variações negativas de “leite esterilizado / UHT / Longa Vida”, “carnes bovinas congeladas” e “carnes e miudezas de aves congeladas”, cujas variações não são informadas de forma desagregada.
O movimento acontece em sintonia com o comportamento do mercado, que vive o período de maior captação do leite, restrições sofridas pela carne bovina brasileira no mercado chinês e a demanda "não muito aquecida" de frango. Por outro lado, a baixa oferta tem estimulado o preço dos produtos derivados da cana-de-açúcar, como é o caso do "açúcar cristal".
Esses quatro produtos - leite, carne bovina, carne de aves e açúcar - foram os que mais influenciaram o resultado mensal, respondendo por -0,21 p.p., em -0,15%. Isso significa que os outros 39 produtos acompanhados tiveram uma influência líquida positiva de 0,06 p.p.
















