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Destaque Selectus nº 6286

Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da Oceania – Relatório 51 de 22/12/2021

Alguns produtores de leite australianos continuam enfrentando um tempo muito úmido. Isso está impactando negativamente na produção. Observadores alertam que a temporada passada apresentou resultados muito bons, sendo difícil fazer uma comparação com uma base elevada.

Fonte: Usda – Tradução Livre: Terra Viva
Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da Oceania – Relatório 51 de 22/12/2021

Recentemente algumas regiões de New South Wales enfrentou inundações severas. Muitas colheitas de primavera foram destruídas. A expectativa é de que a produção deverá cair nas últimas semanas, quando os números oficiais forem divulgados. Os produtores de leite de Victoria e Austrália Ocidental lutam com chuvas esporádicas, o que também vem prejudicando a produção de leite.   

Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da Oceania – Relatório 51 de 22/12/2021

Nova Zelândia as chuvas recentes ajudaram a manter as boas condições das pastagens. Ainda assim, a produção de leite nesta temporada deverá ficar abaixo do volume registrado na temporada anterior. A expectativa dos analistas é de que a produção de leite no sétimo mês da temporada também será menor do que a do ano passado, e de que em janeiro e fevereiro de 2022 poderá se equiparar à de 2021. Assim, poucas pessoas acreditam que haverá aumento da produção de leite no período de queda sazonal. Tudo isso indica que o volume de 2022 deverá ser menor do que o de 2021. Alguns fatores estão mitigando o impacto positivo das boas pastagens. Os preços no início da temporada não foram suficientemente incentivadores para um forte crescimento da produção de leite, pois, alguns custos foram decisivos. A ureia foi particularmente citada. O fator custo tem sido responsabilizado por manter o controle da produção. 

A escassez e inexperiência dos trabalhadores é outro desafio. Fatores relacionados à Covid mantiveram trabalhadores do setor lácteo fora da Nova Zelândia. Embora exista o programa que permitirá a entrada de 200 trabalhadores na Nova Zelândia, até que se torne efetivo pode demorar. E então já estará do meio para o fim da temporada e os trabalhadores não estarão totalmente treinados, para que o programa possa ser eficaz. Existem ainda questões relacionadas à escolha dos trabalhadores, as habilidades que possuem e o fornecimento de moradia adequada dentro de um contexto de uma pandemia. Além disso, surgem novas incertezas com um novo anúncio de que a Nova Zelândia poderá estender as restrições de trânsito na fronteira. 

Atualmente, a escassez de trabalhadores tem sido resolvida induzindo homens e mulheres da Nova Zelândia menos qualificados a se apresentarem. Existem relatos de que isso levou a uma série de acidentes com tratores atribuídos à inexperiência.  

Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da Oceania – Relatório 51 de 22/12/2021
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