Demanda por Crédito do Consumidor aumenta 1,5% em novembro, diz Boa Vista
Crédito do consumidor - O indicador da Boa Vista de Demanda por Crédito do Consumidor avançou 1,5% entre os meses de outubro e novembro na comparação dos dados dessazonalizados.

Houve elevação de 9,4% na comparação interanual e na variação acumulada em 12 meses o indicador apontou crescimento de 4,2%. O resultado acumulado no ano continua acelerando e passou de 5,5% para 5,9%. Vale ressaltar, no entanto, que os segmentos que compõem o indicador se portaram de formas diferentes no período.
Os números do segmento Financeiro registraram queda na comparação mensal, de 0,7%, mas acumulam alta de 18,4% no ano. Já o segmento Não Financeiro subiu 2,2% em novembro, mas aponta retração de 2,7% no acumulado do ano. O resultado do mês veio na contramão dos números de outubro, no qual o Financeiro havia avançado 1,5% contra setembro e o Não Financeiro recuado 2,2%, mantida a base de comparação.
A diferença nos resultados recentes guarda alguma relação com algumas datas “especiais” do final do ano para o varejo, como foi a Black Friday em novembro e como será o Natal agora em dezembro. Contudo, em termos de vendas, essas datas talvez não sejam tão especiais assim. Isso porque o cenário ainda é delicado para o consumidor, e assim poderá ser por um bom tempo ainda, a renda real é menor devido a inflação elevada e os juros estão caminhando para cima.
Diante disso e do cenário que é esperado para o ano que vem, de baixo crescimento e com inflação e juros altos, não será surpresa os números se acomodarem em 2022, sobretudo os números do segmento Financeiro. Esse crescimento robusto observado até aqui não deve se repetir. Falando em cenários para 2022, de acordo com o Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central (BC), a inflação (IPCA) projetada para o ano que vem é de 4,7%, um pouco abaixo da projeção mais recente do mercado, que marca 5,02%. Em termos de crescimento econômico, o BC revisou a estimativa para baixo, de 2,1% para 1,0%, ainda assim, segue mais otimista que o mercado, que aponta um crescimento de 0,5% em 2022.
















