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Argentina- A ameaça de fechar as exportações deu resultado com o setor lácteo

Lácteos/AR – Tal como informou Bichos de Campo, a Secretaria de Comércio Interior e a Secretaria de Agricultura firmaram um acordo com a indústria de laticínios, que segundo o governo, servirá para “ampliar o volume de produção e abastecimento no mercado interno e acrescentar 32 novos produtos lácteos ao programa de Preços Controlados”.

Fonte: Fonte: Bichos de Campo – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Imagem de AlbayColley por Pixabay
Argentina- A ameaça de fechar as exportações deu resultado com o setor lácteo

Em contrapartida, o Governo Federal não irá interferir nas exportações do setor lácteo, tal como está ocorrendo com o setor de carne bovina.

O Centro da Indústria Leiteira Argentina (CIL), a Associação de Pequenas e Médias Empresas de Laticínios (APYMEL) e a Junta Intercooperativa de Produtores de Leite (JIPL) assinaram o acordo que “busca incluir a quantidade de bens produzidos pelo setor lácteo no programa de preços de referência nas gôndolas”, de acordo com um comunicado do Ministério do Desenvolvimento Produtivo.

“O objetivo do acordo é incentivar o aumento progressivo da produção, acrescentar novas marcas e linhas de produtos ao Programa de Preços Controlados que, a partir de 1º de junho terá um impacto significativo no abastecimento de lácteos no mercado doméstico. Desta forma a cesta será incrementada em 45% e contará com 97 produtos lácteos, num total de 702 itens”, informou o comunicado oficial.

É preciso destacar a contribuição do setor privado. A maior parte da oferta será para os populares sachês de leite fluido, de menor preço. Segundo o Ministério do Comércio Interior, haverá  crescimento de 80% nas opções de leite refrigerado. Este segmento conta com a adesão de maior número de empresas.

O setor privado interpretou o acordo como uma vitória, pois podem recompor um pouco as margens da cadeia. Muitos produtos de maior valor agregado ficaram fora do acordo e a indústria conta com maior liberdade para aumentar os preços e ter maior retorno. Também conseguiram a promessa do governo de não interferir nas exportações de lácteos, neste momento, em que os preços internacionais estão bons.

“É gratificante assinar este acordo em um segmento composto por grandes empresas, PyMES e cooperativas que produzem um bem essencial para a alimentação diária da população, além de estarem instaladas em muitas províncias do país. Queremos fortalecer a capacidade produtiva do setor, atender às necessidades do mercado interno e garantir alimento na mesa das argentinas e dos argentinos”, disse a secretária Paula Español.

“Nosso objetivo é recuperar o consumo de lácteos, principalmente, nos setores mais vulneráveis”, acrescentou.

Um boletim do Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA) sobre as vendas do mercado interno no primeiro trimestre deste ano mostra retração de 2,2% no consumo em relação ao mesmo período do ano anterior. Mas no item leites refrigerados a queda foi de quase 16%. E, este é o item que foi privilegiado neste acordo.

Argentina- A ameaça de fechar as exportações deu resultado com o setor lácteo

O Ministério do Comércio Interior também elogiou este novo acordo. “Foi duplicada a quantidade de indústrias participantes do programa passando para 25 empresas de realidades e perfis produtivos diferentes. Estas empresas juntas processam quase o total do leite cru a nível nacional, o que transforma o acordo em uma iniciativa fundamental para fomentar a produção e garantir o abastecimento interno de alimentos essenciais para o consumo argentino”, destacou.  

Acesse aqui a matéria na íntegra

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