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Negócios Selectus nº 6043

Ceia adaptada: alta nos preços leva à substituição de alimentos

Alta nos preços - A poucos dias das festas de fim de ano, o desempenho de vendas dos supermercados pode ser impactado pela elevação recente no preço dos produtos sazonais, principalmente, os importados, avalia o consultor de varejo, Marco Quintarelli. “O consumidor vai optar por substituições e/ou diminuição de consumo dos produtos mais tradicionais, como bacalhau, peru, frutos secos e vinhos importados”, projeta.

Fonte: Fonte: Super Varejo / Foto de capa: Pixabay
Ceia adaptada: alta nos preços leva à substituição de alimentos

Por isso, “o foco dos supermercadistas estará nas substituições, em oferecer melhores produtos e promoções, principalmente, opções de produtos brasileiros, como frutas nacionais e aves especiais (substituindo o peru, bacalhau e pernil)”, orienta.

A inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), atingiu a maior alta para o mês de novembro desde 2015 e deve encerrar o ano em 4,35%, segundo estimativas do Boletim Focus, que apura as projeções de analistas do mercado financeiro. O percentual, portanto, deve ficar acima do centro da meta, que é de 4%.

“A variação cambial do dólar, a alta no consumo de alguns itens e até problemas de produção, safra e logística durante a pandemia são alguns dos principais fatores que influenciaram e ainda influenciam nessa majoração de preços, principalmente, nas commodities (como farinha de trigo, derivados de soja, arroz, feijão, rações para pecuária à base de milho etc.)”, explica Quintarelli.

Os preços, entretanto, tendem a se acomodar nos próximos meses, sem aumentos significativos, acrescenta o consultor. “Esperamos uma estabilização daqueles produtos que são ajustados pelo dólar (que está mais estável) e até uma queda daqueles que sofreram com a produção agrícola, como arroz e feijão.”

Nesse contexto, supermercadistas devem ficar atentos à composição do mix de produtos, ampliando a variedade para os clientes. “A sugestão é sempre buscar opções de substituição de marca e produtos para o consumidor final, com melhores negociações com as indústrias e produtores”, indica. Outro conselho é que os varejistas acompanhem as tendências para se ajustarem a elas.

Alimentos e bebidas puxam a inflação

No mês de novembro, o IPCA registrou a maior variação para o mês desde 2015, com alta de 0,89%, no índice geral. O cálculo é feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e considera nove grupos de consumo: alimentação e bebidas; habitação; artigos de residência; vestuário; transportes; saúde e cuidados pessoais; despesas pessoais; educação; e comunicação.  

A categoria que mais influenciou na alta da inflação em novembro foi a de alimentos e bebidas, com elevação de 2,54% em relação ao mês anterior. Também avançaram os grupos: transportes (1,33%); artigos de residência (0,86%); habitação (0,44%); comunicação (0,29%); vestuário (0,07%); e despesas pessoais (0,01%). Somente duas categorias de consumo tiveram variação negativa: saúde e cuidados pessoais (-0,13%) e educação (-0,02%). 

Acesse aqui a matéria na íntegra

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