Varejo paulista sofre queda de 13,3% em maio
Varejo - Com apenas o comércio essencial funcionando em São Paulo, em função da quarentena, a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV) no Estado registrou uma baixa de 13,3% no mês de maio, em relação ao mesmo período de 2019, quando o faturamento foi de R$ 53,7 bilhões.

Ou seja: foram R$ 8,2 bilhões a menos do valor apurado em maio do ano passado. O que significa, segundo a FecomercioSP que as vendas no Dia dos Pais deve seguir o mesmo caminho.
De acordo com a Federação, a data deve sofrer uma queda nas vendas de 5,1% em todo o Brasil, e de 4,5% em São Paulo, na comparação com agosto do ano passado. O setor de vestuário, que teria grande potencial para se beneficiar, também deve sofrer quedas de 14,8% no País e de 8,4%, na capital paulista.
Por outro lado, setores como o supermercadista continuam mantendo a alta nas vendas. Conforme a pesquisa, a possibilidade de flexibilização da quarentena no mês de junho fez com que os consumidores continuassem focados na compra dos itens essenciais, levando com que os supermercados atingissem um resultado positivo no mês de maio, com alta de 20,1% na comparação anual.
Segundo a Federação, a liberação do auxílio emergencial pelo Governo Federal atenuou os prejuízos causados pela pandemia e impulsionou a compra de alimentos. Para se ter uma ideia, a instituição apurou que, no mês de maio, grande parte do auxílio emergencial injetado (aproximadamente R$ 3,7 bilhões) teve como destino o consumo varejista. E com isso, os supermercados registraram um acréscimo de R$ 4 bilhões a mais no faturamento, na comparação com maio de 2019.
Cenário geral para o varejo
Com o fim dos recursos do auxílio emergencial em setembro e a alta do desemprego, a FecomercioSP não espera um retorno rápido da economia.
Das nove atividades pesquisadas do varejo, no mês de maio, por exemplo, oito sofreram queda em seu faturamento real no comparativo anual. Os destaques da pesquisa foram para as lojas de vestuário, tecidos e calçados (com -64,4%) e concessionárias de veículos (-53,5%), entre outras atividades (-26,34%). Em conjunto, o impacto negativo gerado foi de 17,1 pontos porcentuais (p.p.).
Por todas essas razões, nem mesmo o Dia dos Pais, neste mês de agosto, será capaz de minimizar essas perdas, segundo a Federação.
















