Argentina – O que esperar de 2020
2020/AR – “Não é preciso bola de cristal. O cenário que o novo governo vai encontrar é absolutamente previsível e nesse contexto a margem de manobra é muito pequena”, disse Carlos Seggiaro na Jornada Nacional de Alfafa, realizada na cidade de Villa María na semana passada.
Para justificar, disse ao público: “Este ano teremos uns 10 bilhões de dólares de superávit na balança comercial, e isto é boa notícia. Agora, se analisarmos os compromissos veremos que devemos enfrentar uma dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI) de US$ 57 bilhões e vencimentos da dívida em bônus com privados de outros US$ 180 bilhões, com risco país de 2.500 pontos. Nesse contexto, a dívida é impagável”, descreveu o analista econômico para José Iachetta, do portal Todo Agro.
Os números projetados são indiscutíveis e nessas condições Seggiaro prevê que haverá retirada de capital de giro e uma extensão nos prazos de vencimento, com taxas de juros um pouco mais razoáveis. E isto não é um problema somente da Argentina, mas que é um problema para o FMI também.
O cenário 2020
Para Seggiaro isto é o que ocorrerá na Argentina nos próximos meses:
- Teremos uma taxa de câmbio maior para gerar divisas a partir das exportações. O preço do dólar está situado em um bom nível para o governo que chega. Se recordamos que nas prévias eleitorais a moeda estava em 44 pesos e corrigido pela inflação hoje deveria estar em 57, mas, está pelo menos 5 pesos acima.
- Taxa de câmbio rigorosa
- Desestímulo ao dólar turismo, que deverá ser tributado, para evitar fugas de consumo no exterior
- Queda sensível das taxas de juros, talvez alguns pontos abaixo da taxa de inflação
- Alta inflação. Neste ponto teremos um elevado desequilíbrio fiscal, com pressão tributária. Seggiaro diz que a nova gestão do Banco Central fará crescer o meio circulante através de mais emissões.
















