Recorde de concentração de gases de efeito estudo, em 2018
Mudanças climáticas – Os principais gases de efeito estufa (GE) responsáveis pelo aquecimento climático atingiram novos níveis recordes de concentração em 2018, e “não existe nenhum sinal de redução”, lançou o alarme nesta segunda-feira, 25 de novembro, a Organização das Nações Unidas (ONU).
O alarme é lançado poucos dias antes da reunião anual da ONU que luta contra as mudanças climáticas, a COP25, que será realizada entre os dias 2 e 13 de dezembro em Madri. “Não há qualquer sinal de redução da concentração de GE na atmosfera, apesar dos compromissos assumidos no Acordo de Paris sobre o clima”, destacou o secretário geral da Organização Mundial de Meteorologia (OMM), Petteri Taalas, por ocasião da publicação do boletim anual. O relatório não mostra a quantidade de GE liberado na atmosfera, mas, o que permanece, sabendo que os oceanos absorvem um quarto das liberações, assim como a biosfera, da qual fazem parte as florestas.
Altas concentrações de metano
De acordo com os cientistas, o dióxido de carbono (CO2), que está associado às atividades humanas e constitui o principal GE é persistente na atmosfera, e atingiu um novo recorde de concentração em 2018, 407,8 parte por milhão (ppm), ou seja 147% a mais em relação ao nível pré-industrial de 1750. “É bom lembrar que a última vez que a Terra tal teor comparável de CO2, foi de 3 a 5 milhões de anos atrás: a temperatura era de 2 a 3ºC mais elevadas em relação à de hoje, e o nível do mar era entre 10 a 20 metros acima do atual”, esclareceu Petteri Taalas, no comunicado.
A preocupação da OMM é agravada pelo forte aumento anual da concentração de CO2, que persiste durante séculos na atmosfera e mais ainda nos oceanos, é superior à taxa média de aumento dos últimos dez anos. De acordo com os pesquisadores, o metano (CH4), o segundo maior GE persisten e o óxido nitroso (N2O), também aumentaram mais que a média anual da última década.
















