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Especiais Selectus nº 5787

A redução na utilização de antibióticos atinge um limite

Antibióticos – A semana global do bom uso de antibióticos e o Dia Europeu da Consciência sobre o uso adequado de antibióticos, a ANSES-ANMV (Agência Nacional de Medicamentos Veterinários) publica os últimos resultados do acompanhamento do uso de antibióticos em animais.

Fonte: mon-Cultivar élevage – Tradução livre: Terra Viva

A exposição mundial de animais a antibióticos, após um declínio significativo e contínuo desde 2011, aumentou 0,7% entre 2017 e 2018. Parece que a redução no uso atingiu um limite para algumas famílias de antibióticos, e devemos estar atentos à evolução dessa tendência.

A ANSES-ANMV monitora as vendas de medicamentos veterinários contendo antibióticos na França, desde 1999. As informações coletadas são essenciais, para junto com o acompanhamento da resistência bacteriana, acompanhar os riscos ligados à resistência antimicrobiana.

Em 2018, o volume total de vendas subiu para 471 toneladas de antibióticos e registrou queda de 5,5% em relação a 2017 (499 toneladas). É o menor volume registrado desde o início da série, 1999 (1.311 toneladas). Houve redução de 48,2% em relação a 2011, ano de referência para o primeiro plano Ecoantibio. Essa evolução é, em grande parte, atribuída à redução nas vendas de antibióticos administrados por via oral.

Persistência dos esforços

Levando em conta as diferentes indicações e posologia entre os antibióticos, as toneladas vendidas não traduzem, precisamente, sua utilização. Para avaliar a exposição dos animais aos antibióticos, é necessário levar em conta a posologia e a duração da administração, mas, também a evolução da população animal no decorrer do tempo. Em relação às estimativas de peso vivo tratados e a massa da população animal potencialmente tratada com antibióticos, pode-se obter uma estimativa do nível de exposição (ALEA – Nível Animal de Exposição a Antimicrobianos). Esse indicador é relacionado ao percentual de animais tratos em relação à população total dos animais, e constitui um indicador objetivo da exposição aos antibióticos.

Depois de uma forte queda observada desde 2011, a exposição global dos animais aumentou 0,7% em relação ao último ano. Entretanto, a evolução da exposição varia segundo a espécie: o ALEA de aves e de porcos caiu, e aumentou para os bovinos e coelhos.

Se a exposição aos antibióticos por via oral caiu, a exposição aos injetáveis aumentou. O número de tratamentos intramamários das vacas leiteiras aumento 6,1% em relação a 2017.

Em relação aos antibióticos de importância crítica, a exposição diminuiu 86% para os fluoroquinolonas e 93,8% para cefalosporinas de última geração em comparação com 2013. No entanto, foi observada uma recuperação na exposição desses antibióticos entre 2017 e 2018. Essa tendência está ligada ao aumento de antibióticos injetáveis e será monitorada nos próximos anos.

Os resultados são, de um modo geral, positivos, mas, indicam que alguns limites podem ter sido alcançados para algumas famílias e enfatizam que os esforços para usar com cautela os antibióticos e sermos prudentes na medicina veterinária devem continuar.

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