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Especiais Selectus nº 5787

Empresa chinesa demonstrou interesse pela Schreiber Foods no Uruguai

China x Uruguai – A empresa chegou ao país para conhecer em profundidade o complexo lácteo nacional. Uma delegação da Gansu Huaan Biotechnology Group, liderada pelo Presidente e Vice-presidente da empresa, visitaram o Uruguai e manifestaram interesse pela planta da norte-americana Schreiber Foods, instalada na ruta 1 entre San José e Colonia.

Fonte: El País/TodoElCampo – Tradução livre: Terra Viva

Segundo informou o jornalista da Rádio Carve, Juan Dellapiazza, a delegação asiática chegou ao Uruguai e se reuniu com autoridades do Instituto Nacional do Leite (Inale), o Ministério da Pecuária, o [Laboratório de Tecnologia do Uruguay], (Latu) e o [programa de melhoramento genético], Mejoramiento Uruguayo (UM) para conhecerem com profundidade o complexo lácteo do país.

Depois da atividade técnica, os empresários foram conhecer a Alimentos Fray Bentos, uma planta de alta tecnologia e que elabora produtos que interessam aos empresários. “Terminada a visita a delegação chinesa quis saber como chegar à empresa Schreiber Foods. O pedido surpreendeu os representantes uruguaios e começaram dar informações sobre a mesma. No entanto, eles disseram que tinham todos os detalhes da fábrica e só queriam saber com quem negociar”, explicou Dellapiazza.

“Ficou claro o interesse dos empresários chineses pela indústria de laticínios no Uruguai, algo que foi anunciado pelo Ministro da Pecuária depois que voltou de sua viagem à Ásia”, contou o jornalista. De acordo com Dellapiazza, a fábrica da Schreiber Foods se encontra em condições “excelentes” para começar a trabalhar, dado que depois do encerramento das atividades foram realizadas “manutenções regulares”. “A única dúvida é em relação à falta de leite no mercado e como a planta seria abastecida. Mas ficou claro o interesse por ela”, acrescentou Dellapiazza.

Schreiber Foods

Empresa chinesa demonstrou interesse pela Schreiber Foods no Uruguai

A Schreiber Foods chegou ao Uruguai em janeiro de 2010 com mais de US$ 35 milhões em investimentos. Ricardo Abud, gerente da empresa disse à revista Cuenca, em junho de 2011, que a Schreiber Foods é uma empresa dedicada à elaboração de produtos lácteos de nível mundial, com mais de 70 anos de experiência. Sua origem é norte-americana e possui a sede fica na Green Bay, Wisconsin. Teve grande expansão internacional e além dos Estados Unidos, tem plantas na Índia, Alemanha, Áustria, China, México, Brasil e desde janeiro de 2010 no Uruguai, entre outros países.

Ao começar sua atividade no Uruguai a empresa disse que recebia por dia 150 mil litros, mas que tinha capacidade para 400 mil litros, meta que “pretendemos alcançar em um par de anos”, disse, então, Abud.

Durante visita do Ministro da Pecuária, Tabaré Aguerre, em junho de 2013, o gerente da fábrica, Pablo Mendoza, expressou otimismo: “Consideramos que a evolução do empreendimento é muito favorável”. Até aquela data, a produção havia melhorado e a captação havia subido para 260.000 litros diários permitindo uma produção anual 80 toneladas de caseína; 3.800 toneladas de soro de leite em pó; 3.800 toneladas de manteiga; e 2.400 toneladas de queijos.

A Schreiber tem um mercado muito diversificado, ainda que sua maior produção é vendida nos Estados Unidos. A caseína, o principal produto da empresa, vai predominantemente para o mercado norte-americano, e parte para o Brasil. Os outros produtos vão para mercados diversificados:o soro de leite em pó para China, Venezuela e Argentina; a manteiga para o mercado russo, México, Brasil e alguns países africanos, como Argélia, Marrocos e Egito, informou em 30 de junho de 2013 ao diário Primera Hora.

Tabaré Aguerre, durante a visita declaro que “um dos itens que tem um potencial enorme de crescimento é a produção leiteira. Uma produção leiteira que está muito bem integrada em toda sua cadeia”.

Em junho de 2014, no entanto, surgiram rumores de que a Schreiber Foods Uruguay deveria sair do país. A empresa desmentiu.

Ao começar 2015 a Ecolat deixou o Uruguai, e em junho do mesmo ano foi a vez da Schreiber Foods fechar sua fábrica e demitir 170 trabalhadores. A empresa explicou que a “forte queda dos preços no mercado internacional o fechamento de mercados tradicionais como Venezuela, Rússia, México e Brasil, somado ao preço pago ao produtor no mercado doméstico, que não acompanhou a queda das cotações internacionais, terminaram por modificar dramaticamente o equilíbrio de nossas operações. A situação começou a tornar-se insustentável”, detalhou em comunicado.  

A Schreiber Foods destacou que queria “manter a fábrica, garantir os postos de trabalho e a atividade dos produtores, mas, não teve nenhuma oferta pela planta”, explicou a empresa, que fecha a fábrica no Uruguai em junho de 2015.

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