Sem produtos e elevação de 14% nos preços
Instabilidade/AR – As principais marcas de alimentos, bebidas e artigos de limpeza remarcarão em 14% seus produtos, em um cenário de volatilidade cambial e incertezas políticas. Assim realizarão aumentos “preventivos” diante da expectativa de desvalorização cambial logo após as eleições gerais de domingo próximo.
Fontes industriais e do setor supermercadista destacaram ontem ao BAE Negocios que os novos preços estão prontos e serão lançados hoje (23/out/19).
Some-se a isso o fato de a empresa Maxiconsumo ter revelado que a Aceitera General Deheza comunicou que irá suspender a venda de azeites por alguns dias. Outra atacadista de arroz está entregando volumes menores do que os pedidos, em uma clara manobra especulativa, visando o dólar e as eleições.
Cadeias de hipermercados, supermercados e pequeno varejo concordam que existem produtos como cervejas que estão com grandes remarcações de preços. Junto com o dólar deve aumentar nos próximos dias o azeite e farinha de trigo, elevando o custo da cesta básica. Um dado preocupante também para o Governo, é que, tanto a farinha, como o azeite estão sendo beneficiados pela isenção de imposto. [O IVA incidente sobre esses produtos é zero até dezembro].
Fernando Savore, presidente da Confederação Geral de Armazéns da Argentina deixou claro que a “lista de aumentos é muito grande. As cervejas é o pior exemplo; teve aumento médio de 20% nos embutidos; a Arcor subiu 10% toda sua gama de produtos, e La Serenísima e Danone reajustaram em 20% seus produtos”.
















