Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da América do Sul – Relatório 49 de 06/12/2018
Leite/América do Sul – De uma maneira geral a produção de leite fica estabilizada ou com ligeira queda no Cone Sul da região, dada as elevadas temperaturas. No entanto, em alguns países ou regiões fora do Cone Sul, como o Nordeste e o Centro Oeste do Brasil, o Peru, o Equador e a Colômbia, a produção de leite continua subindo.
Na Argentina, a boa qualidade das pastagens e a relativa tendência à estabilidade do dólar norte-americano e a melhoria do preço ao produtor está ajudando a manter a produção em níveis elevados. No entanto, qualquer movimento de alta nos Estados Unidos pode mudar o cenário positivo, pois o peso argentino permanece em um nível muito baixo. Além do mais, a inflação é notável no país.
Enquanto isso, alguns pequenos produtores, sem capacidade para economia em escala, continuam falindo, vendendo seus animais para o corte. As grandes fazendas continuam com relativo vigor e abastecem a indústria.
No Uruguai, a produção de leite declina com o aumento das temperaturas de verão, provocando o estresse térmico dos rebanhos leiteiros. Entretanto, a oferta de leite e creme é suficiente para atender as necessidades da indústria. Recentemente, uma das principais indústrias de processamento de leite fechou, tornando-se a terceira fábrica a encerrar, permanentemente, suas operações nos últimos três anos.
No momento, a maior parte da matéria prima está sendo transformada em queijo, manteiga, iogurte, e leite em pó. A produção de leite fluido está em queda, principalmente, em decorrência das férias escolares de verão.
A produção de leite no Brasil continua firme, se aproximando da maior produção sazonal. A demanda de varejistas e serviços de fast food continua firme. Volumes moderados ou grandes de leite continuam sendo transformados em leite em pó.


















