Alternativas ao leite não são melhores ou menos poluentes, diz Leon Clement
Synlait – Alternativas ao leite - [No Milk] - não são necessariamente melhores ou mais limpas que o leite, disse Leon Clement, o novo diretor executivo da Synlait Milk. Alguns alegam ter o mesmo teor nutricional do leite e que são produzidos de maneira mais limpa. Mas, certamente, há exemplos em que o perfil nutricional não está nem perto do leite e a pegada ambiental é muito ruim”, disse ele.
Muito se fala no leite sintético e alternativas ao leite, mas a posição da Synlait é baseada em fatos científicos, disse Clement.
“Quando surgir alguma coisa que corresponda ao vetor nutricional do leite que seja ambiental e economicamente sustentável, queremos analisar com cuidado, pois então estará dando uma perspectiva disruptiva à nossa indústria”.
Apaixonado pelo setor lácteo, Clement chama o leite de um poderoso vetor nutricional. “O leite é uma ótima maneira de obter proteína, micronutrientes, gordura e hidratação”.
Clement está em seu novo trabalho há quatro meses, desde que o fundador da Synlait, John Penno, se afastou e assumiu uma vaga no Conselho. Recentemente ele participou de sua primeira reunião anual da companhia, onde foi confirmado o excelente resultado financeiro, foi revelada uma nova marca de tema rosa e anunciada uma nova declaração de propósito: “Fazer leite de maneira diferente para um mundo mais saudável”.
“Fazer leite diferente está em nosso DNA”, declarou Clement durante a reunião. “Temos sempre uma atitude inovadora e disruptiva para nossa indústria e continuaremos assim. ‘Para um mundo saudável’ é cuidar do planeta, cuidar das pessoas e de nossas comunidades, continuando a oferecer melhoria de vida com a nutrição do leite. Clement disse que a cor rosa é a cor do rompimento e da diferença. “Nossa marca mundial é amigável e mais apropriada para nossa empresa que trabalha com leite fluido. Ela diz ao mundo quem somos”. Clement é oriundo da Fonterra onde foi diretor da Fonterra Brands New Zealand.
Nascido em Lower Hutt e criado em Auckland, Clement se descreve como “muito kiwi”, embora tenha passado muito tempo no exterior – cerca de oito anos de sua carreira de 16-17 anos na Fonterra.
Ele dirigiu negócios da Fonterra por quatro anos e meio no Vietnã e três anos e meio no Sri Lanka. Formado em engenharia, iniciou como consultor com Deloittes, lidando principalmente em liderança e estratégias de reconstrução de instalações.
De acordo com ele, trabalhar com consultoria era bom, mas, não tinha perspectivas de carreira, mas, quis trabalhar na indústria de alimentos da Nova Zelândia. Foi para a Tip Top Ice Cream, quando ainda não era de propriedade da Fonterra, mas, logo depois foi adquirida. Em seu tempo de Fonterra adquiriu conhecimento e experiência sobre o sudeste asiático. “O Vietnã era um mercado emergente forte e tinha uma trajetória de crescimento. Lá expandimos os negócios rapidamente”. A marca Anlene da Fonterra se tornou a número um em marca de leite para adultos.
O Sri Lanka era um mercado diferente e uma cultura diferente, e foi preciso enfrentar o desafio da crise da DIC (Cicyandiamide) – quando vestígios do inibidor de nitrificação de pastagens foram encontrados em alguns produtos – o que provocou uma queda na demanda e abalou outros mercados, incluindo a China.
“Conseguimos passar por essa crise, recuperar a empresa. Eu diria que foi o período mais desafiador da minha carreira, mas, talvez um dos mais enriquecedores”, disse Clement.
















