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Negócios Selectus nº 5370

Cultura de snacking pode impulsionar o mercado de sorvetes no Brasil

Sorvetes – O Brasil sofreu uma das piores recessões de sua história nos últimos anos, com inflação alta e aumento do desemprego, forçando muitos brasileiros a reduzir a compra de itens “não essenciais”. Apesar de considerados geralmente acessíveis, os consumidores restringiram suas compras de sorvetes e optaram por versões mais saudáveis.

Fonte: Ingredientes e Tecnologia

O relatório de Sorvetes, da Mintel, de junho de 2016, revelou que 75% dos brasileiros afirmaram ter consumido menos sorvetes nos 12 últimos meses até fevereiro de 2016, 18% disseram comprar sua marca favorita com menos frequência e 16% comprar alternativas mais baratas. A Mintel mostra que essa situação limitou o crescimento do mercado, com vendas em volume declinando 5,6% em 2015 e cerca de 3,8% em 2016. Prevê-se que a economia brasileira volte a crescer em 2017, mas muitas das condições macroeconômicas causadas pela recessão ainda permanecerão por algum tempo. Isso sugere que as marcas de sorvete continuarão a enfrentar um ambiente difícil nos próximos anos, forçando os fabricantes a procurarem por novas saídas para o crescimento. O surgimento de uma cultura de snacking, ou “beliscar”, no País pode ser a solução para esse mercado. Snacking é cada vez mais prevalente no Brasil, onde os hábitos alimentares tradicionais são pressionados pelo estilo de vida ocupado das pessoas. O relatório de Hábitos de Consumo de Snacks, de março de 2017, por exemplo, revelou que 21% dos brasileiros estão “comendo mais snacks agora do que 12 meses atrás”. O comportamento é mais comum entre os mais jovens, 32% daqueles entre 18 e 24 anos concordam com a afirmação, diminuindo com a idade. Somente 8% dos consumidores acima de 55 anos concordam com a declaração. Isso sugere uma nova ocasião de consumo que as marcas possam explorar, particularmente porque o comportamento é mais forte entre os principais usuários da categoria. O relatório de Sorvetes, da Mintel, junho de 2016, por exemplo, revelou que os brasileiros entre 18 e 24 anos consomem, em alta quantidade, quase todos os tipos de sorvete. Informação importante, os brasileiros não estão apenas “beliscando” para saciar a fome e substituir refeições, eles também fazem isso por prazer. O relatório de Hábitos de Consumo de Snacks, deste ano, revela que o prazer é um atributo importante para 15% dos consumidores de snacks ao escolher algo para “beliscar” a tarde e 16% para a noite. Esse atributo vem atrás quando consideramos posicionamentos como “saudável” e “fornecedor de energia”, mas indica demanda por opções mais indulgentes durante essas ocasiões. Na verdade, um número significativo de consumidores já usa snacks como um “agrado” com 63% deles afirmando “beliscar” biscoitos doces, 58% chocolate/doces e 50%, bolos/doce. Esse comportamento mostra o espaço em branco para a categoria de sorvete, particularmente para os consumidores AB já que eles são os mais prováveis em “beliscar” algo indulgente. E essas pessoas de salários mais altos provavelmente serão chave no mercado, que ainda se recupera de uma turbulência econômica. Os fabricantes de sorvete têm sido lentos para responder a essa tendência no Brasil, mas alguns atualmente, estão começando a apresentar formatos e embalagens para serem consumidos como snack. A Froneri, por exemplo, introduziu recentemente um novo pote de 140ml para a sua gama de sorvetes que vem com uma colher anexada, permitindo que o consumidor o tome sempre que quiser. E novos formatos menores de potes chegaram ao mercado, como a marca Kit Kat, que recentemente lançou um sorvete de chocolate, em um pote de 85g para consumo único, em contraste com os potes de 500g, 1kg e 2kg que tradicionalmente dominam o mercado. Outros tipos de formatos de tamanho lançados recentemente no Brasil incluem os Mini Clássicos da Magnum e uma variedade de mini sorvetes como os da Gebon que replicam o doce japonês mochi, formato que se tornou popular em todo o mundo. Essas alternativas de menor porte são chaves para incentivar o consumo de sorvetes como um snack, já que proporcionam uma qualidade de indulgência gourmet para a categoria, sem a culpa da quantidade de calorias ou açúcares presentes nos produtos que vêm em embalagens maiores. Essas variações serão valiosas no Brasil, onde o aumento da obesidade tem torturado os consumidores mais conscientes de suas dietas. Assim, marcas de sorvete podem explorar plenamente o crescimento da cultura de marketing no Brasil com formatos menores. Fonte: Mintel

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