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Quinta, 05 Maio 2016 15:14

Índice FAO de alimentos - abril 2016

FAO/Alimentos - As últimas previsões da FAO sobre as colheitas mundiais de cereais indicam que os mercados ficarão estáveis para produtos de base. Os preços mundiais dos alimentos de base aumentaram em abril, pelo terceiro mês consecutivo, depois de quatro anos de recuo. O Índice FAO dos alimentos chegou a 151,8 pontos em abril, alta de 0,7% em relação a março.

Isto representa uma baixa de 10% em relação ao mesmo mês do ano anterior, e um terço menor que o valor recorde de 238,10 de abril de 2011. Este aumento progressivo está longe de atingir todos os produtos. A alta do mês de abril se explica pelos preços do óleo de palma, e em menor parte dos cereais, enquanto que os preços do açúcar caíram, depois da forte alta verificada em março. O índice FAO dos alimentos é a ponderação dos preços negociados no mercado mundial de cinco grupos de produtos: cereais, óleos vegetais, produtos lácteos, carne e açúcar.

 

A queda do último ano foi atribuída aos estoques confortáveis de alimentos, pela fragilidade da economia mundial e pela valorização do dólar americano. O índice FAO de óleos vegetais aumentou 4,1%. Isto ocorreu em grande parte pelas perspectivas negativas da produção do óleo de palma em 2016 e à forte demanda mundial. O índice FAO dos cereais teve leve alta de 1,5% neste mês, principalmente em decorrência dos preços internacionais do milho, desvalorização do dólar americano e retomada do setor de oleaginosas. Por outro lado, os preços do arroz caíram levemente, enquanto o mercado de trigo registrou ganhos limitados apesar das perspectivas de uma oferta abundante nesta próxima safra. O índice FAO dos produtos lácteos caiu 2,2% enquanto os estoques de manteiga e queijo crescem nos principais países exportadores. O índice dos preços da carne registrou leve alta de 0,8%, em decorrência da crescente demanda norte-americana pela carne de vaca australiana. Paralelamente, o índice FAO dos preços do açúcar recuou 1,7% em abril, depois da forte alta de 17% no mês anterior.

Enquanto as incertezas quanto à produção mundial de açúcar persistem, o Brasil, que é de longe o principal exportador, obtém a segunda maior colheita histórica, a demanda de cana de açúcar para fabricação de etanol diminui. O açúcar e óleos vegetais são os únicos índices que atualmente estão acima dos níveis de abril de 2015.

Perspectivas favoráveis para a produção de cereais

A produção mundial de cereais em 2016, depois da revisão para mais feita pela FAO, está estimada em torno de 2.526 milhões de toneladas, praticamente os mesmos números de 2015, e muito provavelmente será a segunda maior colheita mundial da história, segundo o Boletim da FAO sobre oferta e demanda de cereais, também publicado hoje. Esses números mais elevados se explicam principalmente pelas melhores perspectivas em matéria de produção de trigo porque as condições meteorológicas de inverno poderão favorecer o rendimento na União Europeia, Rússia e Ucrânia. A produção de trigo em 2016, está prevista em 717,1 milhões de toneladas, é 16 milhões de toneladas menor que o recorde atingido no ano passado. As novas previsões mundiais de produção da FAO para grãos – incluindo cevada, milho, painço, aveia, centeio e sorgo – são estimadas em 1.314 milhões de toneladas, cerca de 1% menor que em 2015. A previsão da FAO para a produção mundial de arroz permanece inalterada, 495 milhões de toneladas, quase 1% mais que no ano anterior, embora os efeitos do fenômeno climáticos El Niño só serão sentidos daqui alguns meses. A utilização de cereais no mundo na próxima campanha não deve aumentar mais que 1,1% devido à redução do crescimento do uso de cereais – em particular trigo e cevada – para alimentação animal. Assim sendo, os estoques mundiais de cereais podem cair 3,3%, ou seja, 21 milhões de toneladas na nova temporada. A queda de estoques está prevista para ocorrer no Brasil, na Tailândia, na Índia, na China, em Marrocos, no Irã, na Argentina e na África do Sul, de acordo com a FAO.

O comércio mundial de cereais deverá cair ligeiramente – atingindo 367 milhões de toneladas – com quedas acentuadas nas importações de cevada e de sorgo pela China e pelas importações de milho pela União Europeia, que serão compensadas pelo aumento das importações de milho pelos países atingidos pela seca na África.

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