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Terça, 14 Janeiro 2020 09:51

Prebióticos se credenciam na área de saúde intestinal e bem-estar em geral

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Prebióticos – Estudos apontam os prebióticos como moduladores do eixo microbioma-intestino-cérebro e podem se tornar um ingrediente alimentar não digerível capaz de evitar o aumento da obesidade e da diabetes.

 

O professor Glenn Gibson acredita que os prebióticos podem ser capazes de corrigir disfunções metabólicas da glicose decorrente de dietas com alto teor de gordura que levam a condições crônicas.

 

“Há muita pesquisa nesta área acontecendo agora”, disse ele à Nutraingredientes. “Estão sendo feitas pesquisas sobre a influência do nível de calorias, ou regulador de apetite e saciedade. Os estudos estão mostrando muitas promessas com a vantagem de que os prebióticos são fáceis de tomar. A chave é identificar quanto, como e quando fazer uso”, acrescentou o Professor Gibson, que deverá estar no evento Probiota 2020 em Dublin, na Irlanda.

 

Surgem evidências de que a suplementação da dieta com microrganismos como Lactobacillus, Bifidobacterium, Saccharomyces, Streptococcus, e Enterococcus, podem ter um papel importante na prevenção e controle da obesidade.

 

Ainda assim os parâmetros sobre os efeitos benéficos no controle do apetite e metabolismo sugeridos não apresentam evidências conclusivas que assegurem os prebióticos alimentares para o tratamento da obesidade.

 

Estudos inconsistentes

Críticos alegam que não existe consenso entre os diferente estudos e os resultados são inconsistentes com diferenças na composição e função da microbiota intestinal permanecendo o desafio.

 

No entanto, Gibson, professor de microbiologia dos alimentos e chefe de ciências microbianas de alimentos da Reading University do Reino Unido, discorda. “Divergências surgem por causa de técnicas diferentes que são usadas para avaliar a composição da microbiota. Para mim, é importante que os resultados mostram consequências funcionais na utilização de prebiótico, incluindo biomarcadores de saúde e sintomas relevantes. Se podemos contabilizar a microbiota, vamos entender mecanicamente os efeitos. Quanto à personalização, isso implica que cada indivíduo tem necessidades pro/prebióticas diferentes. Mas pode ser estabelecidos variações ao nível de população, como por exemplo, grupos etários diferentes, susceptibilidade à doenças, estilos de vida”.

 

Juntamente com obesidade e diabetes, Gibson é firme em afirmar que a suplementação com prebióticos não é apenas útil para populações selecionadas, mas, como ingrediente dietético é um componente que deve ser incluído como parte de uma dieta saudável.

“Muito do que se trata de prebióticos é profilático, então, sem dúvida, eles são para todos”, explica ele.

 

“Certas populações podem ter necessidades crescentes, onde a microbiota está comprometida. Os idosos é um exemplo, ou pessoas que tomam antibióticos, e os que possuem risco de desordens intestinais”.

 

Alimentos prebióticos ou suplementos?

Os fabricantes buscam capitalizar o crescimento do setor de prebióticos e o mercado de suplementos que combinam prebióticos e probióticos.

Mas, para o professor Gibson, uma “primeira abordagem em alimentos”, tendo alimentos funcionais como plataforma, representa uma estratégia melhor para ajudar as pessoas a consumir substâncias que são boas para a saúde intestinal?

 

“Ambas devem ser apoiadas. No entanto, pode ser difícil conseguir prebiótico através apenas de alimentos naturais. Além disso, alguns prebióticos como GOS não estão presentes nos alimentos do dia a dia. Assim, os suplementos têm um papel importante. Os alimentos que contêm inulina, um conhecido prebiótico, são essencialmente “saudáveis” por outras razões, como por exemplo, frutas e legumes”.

 

A apresentação do professor Gibson: “Os prebióticos como moduladores do microbioma intestinal e as consequências associadas à saúde” está agendada para o segundo dia da Cúpula Probiota 2020, dia 11 de fevereiro.    

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  • Fonte da Notícia: Nutra Ingredients – Tradução livre: Terra Viva
  • Data: Terça, 14 Janeiro 2020
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