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Sexta, 05 Junho 2015 18:13

O Índice FAO dos preços dos alimentos atinge o menor nível desde setembro de 2009

Projeções revisadas para a produção de trigo, arroz e cereais secundários: o mercado de cereais deverá se manter estável.

Os preços dos principais produtos alimentícios de base recuaram outra vez. Em maio esbarram no menor nível em seis anos, diante da sensível queda nas cotações dos cereais causada pelas perspectivas boas colheitas neste ano.

O Índice FAO dos preços dos produtos alimentícios atingiu a média de 166,8 pontos, em maio, um recuo de 1,4% em relação a abril, e forte queda, de 20,7%, quando comparado com o nível de um ano antes.

 

Em maio de 2015, a FAO também melhorou a previsão da produção mundial de trigo, cereais secundários e arroz, antecipando colheitas mais abundantes de milho na China e no México, assim como boas produções de trigo na África e América do Norte.

O último relatório da FAO sobre a oferta e demanda de cereais prevê crescimento de 1,3% para a produção mundial de arroz em relação ao ano passado, principalmente graças às melhores colheitas previstas na Ásia.

No entanto, essa previsão guarda certo grau de incerteza porque os resultados da temporada dependerão, em grande parte,das cotações dos próximos meses.

O Índice FAO dos preços dos alimentos é um índice ponderado das transações comerciais que permitem o acompanhamento da evolução dos mercados internacionais dos preços dos cinco principais grupos de produtos alimentares: cereais, carnes, produtos lácteos, óleos vegetais e açúcar.

A redução de maio foi decorrente da baixa mensal de 3,8% ocorrida nos preços dos cereais, 2,9% nos produtos lácteos e 1% no índice de carnes.

O índice do açúcar aumentou 2% diante do atraso da temporada de moagem de cana no Brasil, apesar de oferta abundante. O índice de óleo vegetal aumentou 2,6%, muito em decorrência das preocupações com o fenômeno El Niño que pode prejudicar a produção no Sudeste Asiático.

Segundo as últimas previsões realizadas, a produção mundial de cereais, em 2015, deverá atingir 2,524 bilhões de toneladas, 1% menos do que o nível recorde do ano passado.

Embora alguns estoques ainda caiam, e a relação estoque/consumo de cereais diminua ligeiramente, "existe consenso de que o mercado de grãos se manterá, de um modo geral, estável", diz a FAO.

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