A baixa produção de leite na América do Sul deve manter os preços elevados
Leite/América do Sul – Contatos da região dizem que os padrões climáticos sazonais começam a trazer chuvas necessárias para diversas áreas do continente. Ainda assim, o outono é um pouco mais quente do que o normal.

O calor, no entanto, não é suficiente para afetar o conforto animal. Agentes do setor esperam que as chuvas, apesar da temperatura mais elevada, possam fazer com que as pastagens cresçam na temporada outono/inverno. A produção de leite continua limitada, e as mudanças não esperadas no curto prazo, para reverter os efeitos da seca prolongada e do calor persistente de vários anos, especialmente, em algumas áreas da Argentina e Uruguai. Muitos fazendeiros tiveram que vender suas férias para o mercado de carne diante da grave falta de pastagens e aumento dos custos da ração que prevaleceram por três anos consecutivos.
O interesse brasileiro por importações é voraz. Argentina e Uruguai continuam enviando commodities lácteas para o grande vizinho. Contatos sul-americanos, tanto de fora como de dentro do Brasil, dizem que essa tendência deve mostrar inflexão em algum momento, mas, atualmente, as importações são notáveis, mês após mês, ano após ano.
Como as fábricas de processamento do Mercosul continuam lutando com a oferta limitada de leite, não há expectativa de que os preços caiam tão cedo, mesmo que outros mercados globais venham sofrendo pressão de baixa.
Os esperados da safra de milho e soja continuavam caindo na Argentina. Já o mercado global de grãos espera uma produção robusta do Brasil, enquanto seus vizinhos esperam uma das piores safras. As expectativas de rendimento dos grãos uruguaios são semelhantes às da Argentina, já que os padrões climáticos, mesmo que tenham melhorado um pouco antes, não devem chegar a tempo de ter efeitos sobre os grãos já plantados.


















