Índia – Estagnação da produção: a importação de lácteos pode ser necessária depois de uma década
Produção/Índia – Depois de mais de uma década, a Índia pode avaliar a importação de produtos lácteos, se for necessário, diante da contração da oferta de leite, cuja produção permanece estagnada no último ano fiscal, disse o Secretário de Pecuária e Lácteos, Rajesh Kumar Singh.

A última vez que a Índia importou produtos lácteos foi em 2011, disse à agência de notícias PTI. A Índia, habitualmente, importa produtos de alto valor agregado como caseína ou queijos especiais, mas não, itens de consumo de massa, como manteiga, ghee ou mesmo leite em pó desnatado.
“O governo irá intervir para importar produtos lácteos como manteiga ou ghee, se for necessário, depois de avaliar a posição dos estoques de lácteos nos estados do sul, onde o pico de produção está começando”, disse Singh à PTI.
A produção de leite do país foi de 221 milhões de toneladas em 2021/2022, aumento de 6,25% em relação às 208 milhões de toneladas do ano anterior, de acordo com dados oficiais.
O preço do leite na Índia aumentou de 12% a 15% nos últimos 15 meses. Especialistas disseram que os aumentos não vão terminar antes de setembro-outubro de 2023. O Índice de Preço ao Consumidor (IPC) mostra que a inflação do leite subiu de 3,81% em fevereiro de 2022 para 9,65% em fevereiro de 2023, conforme dados disponibilizados.
Singh disse que a produção de leite do país encontra-se estagnada em 2022-23 em decorrência dos surtos de dermatose nodular contagiosa no rebanho, enquanto a demanda doméstica cresce de 8% a 10% com a recuperação pós-pandemia.
“Não há nenhuma contração na oferta de leite no país... Existe estoque adequado de leite em pó desnatado. Mas, os estoques de produtos lácteos, especialmente gorduras, manteiga e ghee, estão menores do que os do ano passado”, acrescentou ele.
A escassez será menor no norte da Índia, onde o período de entressafra foi retardado com a chegada antecipada de chuvas nos últimos 20 dias, o que diminuiu o calor.
De acordo com Singh, a produção de leite ficou estagnada pelo impacto dos surtos de dermatose que matou 189.000 cabeças de gado no ano passado e pela recuperação da demanda por leite depois da pandemia.
“O impacto da doença no rebanho pode ser sentido na estagnação da produção. Normalmente, o volume de leite vem subindo 6% ao ano. No entanto, este ano, deverá ficar estagnada ou crescer no máximo de 1% a 2%”, disse Singh.
Como o governo considera dados da produção de leite apenas das cooperativas, e não do setor privado ou informal, “assumimos que ela está estagnada", observou Singh.
















