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Especiais Selectus nº 6571

As exportações brasileiras de produtos lácteos continuam caindo na comparação interanual

Exportações – As exportações brasileiras de produtos lácteos NCM 04 no mês de fevereiro de 2023 caíram na comparação com fevereiro de 2022 (-46,7% e -51,5%), em valores e volumes, respectivamente.

Fonte: Fonte: www.terraviva.com.br com dados do MDIC/Ministério da Economia | Foto de capa: Photo by Philippe Oursel on Unsplash
As exportações brasileiras de produtos lácteos continuam caindo na comparação interanual

Em relação ao mês anterior, houve aumento de 2,2% em dólar, mas queda de 5,2% em volume.

As exportações brasileiras de produtos lácteos continuam caindo na comparação interanual

A retração em relação ao ano passado é de responsabilidade do fraco desempenho das exportações de produtos NCM 0402, especialmente leite em pó integral, que foi apenas 3,4% do valor exportado em fevereiro de 2022.

As exportações brasileiras de produtos lácteos continuam caindo na comparação interanual

Um dos piores resultados para os primeiros dois meses da última década, superando apenas os fracos desempenhos de 2018, 2019 e 2021.   

Em dólares, os queijos tiveram resultados praticamente estáveis na comparação com fevereiro de 2022, mas subiram 46,7% em relação ao mês anterior. Em volume houve queda de 35,3% quando comparado com um ano antes, subindo, no entanto, 32,9% em relação a janeiro de 2023.

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E mesmo tendo o segundo melhor desempenho para um primeiro bimestre do ano, desde 2010, os queijos não conseguiram melhorar a balança comercial brasileira de lácteos.

As exportações brasileiras de produtos lácteos continuam caindo na comparação interanual

No acumulado do ano, aparece o colapso das exportações de leite em pó integral.

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Acompanhando o desempenho das exportações de lácteos NCM 04 desde 2013, pode-se observar que o resultado dos dois primeiros meses de 2023, está apenas acima dos fracos desempenhos registrados de 2018 a 2021, em valores.

As exportações brasileiras de produtos lácteos continuam caindo na comparação interanual

Quanto aos destinos de nossos produtos, os Estados Unidos da América (EUA) foram responsáveis por 18% das divisas com lácteos e 14% do volume embarcado. Compram de tudo um pouco, exceto leitelho. O Uruguai é nosso segundo importador, em volume, (13%), mas apenas o oitavo em divisas, indicando a fraca exportação de valor agregado de nossos produtos lácteos. Das 599 toneladas enviadas para o Uruguai, 449 toneladas foram de leites e cremes fluidos, ao preço médio de US$ 0,67/kg. Em dólares, o segundo importador de produtos lácteos do Brasil é o Chile (9%); terceiro a Argentina (8%), e quarto Rússia (8%).  

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