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Especiais Selectus nº 6544

A criação as vacas é uma preocupação, mas os consumidores continuam dispostos a beber leite 

Tecnologias – As respostas dos consumidores sobre os métodos avançados de reprodução provocam algum nível de preocupação, mas eles continuam dispostos a beber leite de vaca.

Fonte: Fonte: Dairy Global – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Imagem de Alexa por Pixabay
A criação as vacas é uma preocupação, mas os consumidores continuam dispostos a beber leite 

Um estudo dinamarquês mostra que somente 1 em 5 pessoas deixariam de beber leite de vaca em decorrência da utilização de métodos reprodutivos mais avançados. Liderado pelo Professor Thomas Lund do Departamento de Alimentos da Universidade de Copenhague, pesquisadores fizeram um estudo para avaliar a atitude dos consumidores acerca de procedimentos reprodutivos.

Os cientistas alertavam os consumidores sobre as tecnologias de reprodução e de genética para o rebanho leiteiro. Eles constataram que muitos são críticos das terapias que envolvem a aplicação de hormônios para as vacas ficarem prenhas ou ainda a introdução de fetos clonados.

Métodos para vacas leiteiras

Os pesquisadores fizeram um experimento com vinhetas para observar se a aceitação e vontade de tomar leite variavam de acordo com a técnica de inseminação utilizada pelos pecuaristas, bem como o tipo de manejo adotado. Foram apresentados 5 métodos diferentes de criação, com níveis de complexidade diferentes.

Os participantes foram escolhidos aleatoriamente para receber informações sobre um dos 5 métodos. As informações especificavam que o tipo de tecnologia mais avançada aplicada pelos próprios produtores era o uso se sêmen em inseminação artificial na fazenda, que auxiliavam na seleção de touros com maiores méritos genéticos.

Os resultados mostraram que o uso indireto de tecnologias é pouco preocupante. Apenas 1 entre 5 participantes achou inaceitável métodos reprodutivos que envolvam engenharia genética e clonagem.

O temor de beber leite procedentes de vacas empenhadas por esses métodos avançados também foi modesto (18%) e não muito longe daqueles que têm relutância em beber leite de vaca nas quais foram utilizados métodos de fertilização natural (10%). Os pesquisadores sentiram que o nível de 18% foi tão baixo porque as pessoas percebem a engenharia genética como algo distante do produto final.

O estudo também descobriu que os consumidores habituais de leite orgânico são mais críticos aos métodos avançados de inseminação, e 28% deles ficaram relutantes em beber o leite de vacas empenhadas com sêmen de vacas e touros de gerações anteriores e clonagem. Isso mostra que o consumidor de orgânicos é mais avesso à manipulação da natureza.

Eles concluíram que o setor orgânico precisa atender a esse subgrupo, garantindo rastreabilidade do sêmen que os agricultores orgânicos utilizam para inseminar artificialmente suas vacas.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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