A seca continuará limitando a oferta de leite no Cone Sul
Leite/América do Sul – A seca que atinge o Cone Sul, e que em algumas áreas ocorre pelo terceiro ano consecutivo, continua a degradar as condições do solo e a produção de grãos.

Existem relatórios que atribuem ao fenômeno La Niña a extensão da seca, mas que ele poderá se dissipar no final do verão ou início do outono. Chuvas são esperadas, mas atualmente os níveis de produção de leite estão aquém das expectativas e não existe possibilidade de reversão do quadro no curto prazo em boa parte do continente, e em especial nas grandes bacias leiteiras.
As expectativas em relação à produção de soja no Brasil melhoraram, e é possível que os volumes sejam elevados, mesmo que a região Sul esteja sofrendo com as mesmas questões climáticas de seca pela qual passam Argentina e Uruguai.
A produção de soja da Argentina também deverá ser prejudicada pelas condições do tempo. Com isso os custos de forrageiras e silagens continuarão sendo uma grande preocupação para os produtores de leite e para as indústrias da região.
A demanda do norte da África, Oriente Médio e dentro do próprio continente compensaram, em parte, a desaceleração das exportações de lácteos para a China e Rússia.
Na verdade, alguns comerciantes do Brasil e de outros países do Cone Sul dizem que certos produtos lácteos não estão disponíveis neste primeiro trimestre do ano, e outros deverão faltar ainda no início do segundo trimestre.
A seca mencionada anteriormente, e os efeitos do verão sobre a produção de leite em geral são algumas das principais causas para a oferta limitada de produtos lácteos na região.


















