Eventos climáticos extremos colocam à prova a resiliência da produção de leite da Nova Zelândia
Leite/Oceania – A resiliência da produção de leite da Nova Zelândia foi testada nos últimos meses. O crescimento das pastagens foi comprometido com as condições climáticas frias e úmidas no início da temporada, comprometendo a quantidade e a qualidade da alimentação.

Em 2022, a Nova Zelândia teve o inverno mais quente já registrado, provocando chuvas acima do normal. As previsões apontam para um terceiro ano consecutivo de La Niña, enquanto o ‘polar blast’ [frente fria oriunda da Antártica que traz pancadas de chuva, neve, rajadas de ventos, e granizo] de outubro afetou o plantio da safra de grãos. Com as temperaturas mais quentes do verão, a expectativa é de que a produção de sólidos do leite se recupere. Embora a produção de sólidos tenha sido prejudicada, as exportações de produtos lácteos da Nova Zelândia devido ao acúmulo de estoques causado pela Covid-19 diante dos bloqueios estabelecidos na China.
No meio disso, a desvalorização do dólar kiwi e a queda dos embarques nas principais regiões exportadoras, a indústria espera que haja aumento de 6% da receita com as exportações do país, e que possa atingir um novo recorde na temporada 2022/2023.

Na Austrália, continua havendo defasagem da produção de leite em comparação com os níveis do ano passado. Além disso, com chuvas torrenciais e inundações significativas em algumas regiões, o acesso e a disponibilidade de ração e feno a preços razoáveis tem sido uma grande preocupação para muitos produtores de leite. No entanto, existe pouca esperança de que possam haver mudanças significativas, mas previsões recentes sugerem que o país está perto de bater o recorde de plantio e produção de trigo. A revisão aponta para o aumento de 14% em relação à previsão de setembro. As chuvas importantíssimas, depois de uma seca severa no Oeste e Sul da Austrália, ajudaram a impulsionar o plantio. Mas, os campos encharcados nos estados do Leste impactaram na qualidade do trigo, reduzindo a produtividade. Agentes do mercado veem isso como um dilema que pode levar a uma super oferta de grãos desvalorizado no mercado, que serão destinados para ração.

















