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Especiais Selectus nº 6521

UE – O setor lácteo da UE está cada vez mais intensivo

Intensificação/UE – Ao longo dos anos, a produção de leite União Europeia (UE) foi se intensificando e especializando muito. Em 2020, 80% do leite da UE foi produzido em sistemas intensivos (mais de 1,4 cabeça animal por hectare), enquanto que mais de 93% vieram de fazendas especializadas, com uma proporção menor em países do Leste europeu, como por exemplo República Checa 64%, Eslováquia 67%, Hungria 76% e Polônia 88%), de acordo com o boletim de previsões de médio prazo dos setores agrários da Comissão Europeia.

Fonte: Fonte: Agrodigital – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Imagem de Wolfgang Ehrecke por Pixabay
UE – O setor lácteo da UE está cada vez mais intensivo

Esta transformação foi acentuada ainda mais, pela disponibilidade de investimento de capital, a dependência de alimentos comprados (em média, mais de 30% dos custos totais das fazendas leiteiras), menor demanda de mão de obra contratada devido a processos mais automatizados e empregados cada vez mais especializados.

Paralelamente, as propriedades leiteiras da UE se tornaram maiores (58 vacas por fazenda em 2020, em comparação com 38 vacas em 2010), dependendo mais de alimentos compostos e que se caracterizam por condições de produção mais controladas (por exemplo, alimentação computadorizada, robôs de ordenha, medição do rendimento de cada vaca e controle da saúde animal).

Toda esta evolução levou à maior produtividade. Em 2020-2022, o rendimento médio na UE foi de 7.500 kg/vaca (20% acima de 2010-2012). Ao mesmo tempo, a lacuna entre os países da UE Ocidental e Oriental foi reduzida, assim como também houve redução do rebanho comunitário.

Em 2020, a produção de leite orgânico foi de 4% e a produção em sistemas extensivos de 20%.

De um modo geral, o aumento dos rendimentos pode não mais compensar a redução do rebanho leiteiro, levando a produção de leite da UE a ter queda anual de 0,2% até 2032.

É provável que esta queda seja impulsionada pelos países da UE-14 (6 milhões de toneladas), enquanto que o resto da UE pode compensar a metade.

O que acontecerá na próxima década?

De acordo com as previsões do relatório, é provável que as restrições ambientais reduzam ainda mais, o rebanho leiteiro (-10% em comparação com 2020-2022), principalmente em sistemas intensivos, enquanto os sistemas alternativos podem crescer. Quanto aos rendimentos, se prevê um aumento, mas será somente a metade do que foi no passado (0,9%).

Acesse aqui a matéria na íntegra

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