França – Pecuaristas possuem a pior renda do setor agrícola
Renda/França – Durante um encontro de pesquisadores sobre ruminantes (3R), Christophe Perrot, agro economista do Instituto Pecuário fez uma observação sobre a renda dos produtores de leite de vaca da França.

O resultado líquido, depois dos impostos, está entre os mais baixos em comparação com outras atividades agrícolas.
Nos últimos dez anos, “a renda dos produtores de leite é uma das mais baixas dentro da agricultura”, constata Christophe Perrot em sua apresentação por ocasião do encontro 3R, “principalmente levando em consideração que a produção de leite é um trabalho exigente e intensivo”.
Com uma renda líquida em torno de 18.100 € em 2020, os produtores de leite ficaram com os salários abaixo da média francesa que é de 22.200 €. Apenas 39% dos produtores conseguiram ultrapassar esse valor de 2010 a 2020. “Em 2022, o rendimento médio do produtor de leite deverá aumentar, mas continuará defasado em relação aos valores recebidos pelos produtores da Europa do Norte”, projeta o economista.
O resultado bruto das fazendas leiteiras foi em média de 25.100 € nos últimos dez anos. No entanto, este resultado mostra uma grande disparidade. “Os criadores de ruminantes figuram entre os de pior resultado agrícola em relação a outras atividades”, comentou Christophe Perrot. No último lugar da classe estão pecuaristas de corte. A média da renda bruta para todas as atividades agrícolas na França foi em torno de 29.600 € para o período 2010-2020.
A produção de leite também tem a melhor dispersão de renda. “Há uma homogeneidade bastante grande na cobertura do gado leiteiro em relação a outras produções, como horticultura”, explica o agro economista do Instituto de Pecuária.
Alimentação, fator limitante da renda
O custo da alimentação é o primeiro fator limitante da renda das explorações leiteiras. “A autonomia alimentar na França custa caro, ou não é remunerada suficientemente pelo mercado” e pesa mais para as pequenas propriedades que têm dificuldades de se mecanizar e permanecerem competitivas. “Quando comparamos os custos dos sistemas de alimentação europeus, percebemos que às vezes é mais caro produzir forragem na França do que usar concentrados de baixo custo em certos países. Cultivar 1 hectare de milho para produzir 8 toneladas de Matéria Seca/hectare a 5 ou 10 km de sua fazenda pode ser mais caro do que importar uma tonelada de alimentos de Roterdã por um produtor do Norte da Europa”, continuou Christophe Perrot.
A renda ficou mais heterogênea com o fim das cotas
O fim das cotas leiteiras se traduziu em uma evolução tímida da produção devido à rentabilidade insuficiente. Também levou a uma dispersão da distribuição da renda disponível.
















