EUA - Um novo filme para o leite?
Incertezas! – Em meio de uma economia incerta, é compreensível ouvir de produtores de leite a pergunta “já vimos este filme antes?” Os produtores de leite certamente estão familiarizados com os mercados: a queda nos preços do leite levam à redução do número de vacas e menor investimento.

Do outro lado, quando os negócios estão mais rentáveis, então há investimento na produção, o que resultará no aumento da produção de leite e capacidade de processamento, com o risco de haver excesso de oferta. Então, o que é diferente desta vez? O que é esse novo filme?
Ziskapp.com (com 3,1 milhões de vacas nos EUA) informa que os produtores de leite esperam pelo menos mais 12 meses de lucros, pois, embora os custos da alimentação estejam subindo, a produção global de leite mostra sinais de declínio, sugerindo aperto na oferta no mercado.
Então, porque digo que é um filme diferente? O grau de incerteza é sem precedente em nossas vidas. A invasão russa ao principal produtor de grãos, retirou do mercado global 30 milhões de toneladas de grãos ucranianos. Os crescentes confrontos dos EUA com a China prejudicaram os mercados de exportação para o principal consumidor mundial. Nos EUA existe pleno emprego, ainda, mas existem sinais de recessão. A inflação desenfreada pressiona os bancos centrais a aumentar as taxas de juros. Surtos da pandemia continuam a afetar as economias e as cadeias de suprimento. Secas e incêndios recordes aumentam as incertezas do mercado tanto em relação à produção de grãos como de proteína animal. E, em meio a tudo isto, a tecnologia e digitalização evoluem incansavelmente; a velocidade das mudanças é acelerada. Então, o que os ricos produtores de leite com dinheiro em caixa devem fazer com um negócio que é fundamentalmente sólido, e que gera lucros recordes, quando os analistas anunciam um desastre logo ali na esquina?
Duas narrativas
Duas narrativas estão emergindo. A primeira é de um colapso econômico, ou na melhor das hipóteses, uma grande recessão é iminente, então os dirigentes do setor lácteo devem ser conservadores. Aguardar oportunidades. Com essa inflação e taxas de juros altas, poderão surgir muitas opções para comprar desde fazendas a operações integradas a preços baixos. Melhor prevenir do que remediar, e talvez até ter uma chance de sair na frente.
A outra narrativa é ser corajoso: usar este momento para criar ou aumentar sua liderança em relação aos concorrentes, investindo em novas tecnologias que possam melhorar a eficiência, sistemas e processos mais precisos e responsivos às necessidades dos consumidores. Em vez de se concentrar na tristeza e na desgraça da economia, focar nos aspectos positivos.
Em vez do cenário “o céu está desabando”, de Chicken Little, é hora dos produtores se desfazerem dos manuais tradicionais.
O setor de lácteos, nos dias de hoje, exige líderes visionários e inspirados, não tímidos e retraídos. Você está pronto?
















