NZ – Exportações de lácteos continuou subindo em setembro
Exportações/NZ – No mês de setembro, as exportações de produtos lácteos da Nova Zelândia continuaram crescendo em volume +32% em relação ao registrado no mesmo mês do ano passado, embora no acumulado do ano, tenha ocorrido queda de 6%.

As exportações de leite em pó integral (WMP) subiram 26% em setembro de 2022, em relação a setembro de 2021, mas no acumulado do ano, caíram 16%. Para a China houve redução de 33% no mês de setembro, compensada com o aumento de importações de outros mercados. A Nova Zelândia vende WMP para o Sudeste Asiático, o Oriente Médio e a América do Sul.
Curiosamente, Cuba disparou em termos de sua participação, alcançando 5,15% do volume de WMP embarcado pela Nova Zelândia em setembro. No acumulado do ano, as exportações de WMP para Cuba totalizaram pouco mais de 9.000 toneladas, um grande crescimento percentual, +200%, mas que representa apenas 1% das exportações de WMP pela Nova Zelândia no ano.
As exportações de leite em pó desnatado (SMP) aumentaram 2% no mês de setembro, na comparação com setembro do ano passado, e no acumulado do ano elevação de 3,6%. Novamente as vendas para a China caíram 25% e o crescimento verificado foram os volumes alocados para o Sudeste da Ásia.
As exportações de manteiga subiram 48% na comparação anual. Houve aumento de 46% nas vendas para a China, mas também para os outros importantes parceiros comerciais da Nova Zelândia.
A manteiga anidra (AMF) subiu 102% na comparação anual, e as remessas para a China cresceram 350%. Mas também a Nova Zelândia enviou AMF para o México, Sudeste Asiático, Estados Unidos da América (EUA) e Austrália.
As exportações de queijo cresceram 58%, sendo 79% mais de remessas para a China em setembro e 116% mais para o Japão.
Foram menos queijos para a Austrália pelo quarto mês consecutivo, e no acumulado do ano a queda é de 8,6%.
Soro de leite foi uma das poucas categorias que registrou queda na comparação anual (-12%). Os EUA são o principal destino do soro de leite da Nova Zelândia, e as exportações do ano foram 20% menores. China e Indonésia, compraram 83% e 115% mais, respectivamente, mas têm pouca representativa no mercado como um todo.
Enquanto isso, a produção de leite de setembro sofreu uma queda: foi 3,8% menor em relação a setembro do ano anterior em termos de sólidos do leite, e 3,2% menos em volume. Esta foi a menor produção para um mês de setembro desde 2017, resultando em uma temporada que acumula perdas de -4% e -3,7% em termos de sólidos e volumes, respectivamente, quando comparado com setembro de 2021.
A produção de setembro ficou abaixo do ponto médio projetado pela bolsa da Nova Zelândia (NZX), embora tenha ficado dentro da faixa estabelecida. A expectativa já tinha sido de um resultado ruim.
As indústrias de laticínios continuam lutando com os problemas nas fazendas. As condições climáticas danificaram pastagens. A escassez de mão-de-obra tem sido outro limitante e não parece ser uma questão de rápida solução. Além do mais, parece não ser um problema restrito ao setor lácteo.
A projeção da NZX para a produção de outubro está no ponto médio de 0,5% num intervalo que vai de -3,9% a +4,9%. No entanto, é possível que a produção se aproxime mais da margem inferior, conforme apontam alguns relatórios setoriais, e o resultado de outubro seja -3,9%. O ponto médio para a temporada total permanece em -1,3%, com a expectativa de que haja algum crescimento de outubro a fevereiro, o que parece cada vez mais improvável diante das condições das pastagens na segunda quinzena de outubro. Dentro das condições atuais, o mais certo é que o volume de leite de outubro seja -6,6% na comparação com outubro de 2021.
As importações chinesas também continuam caindo
As importações de produtos lácteos pela China continuaram caindo em setembro, assim como durante todo o ano. De um modo geral a queda foi de -5,5%.
Leite e creme fluido – a maior categoria comprada pela China em volume – foi -18% em setembro. Se comprou mais da Nova Zelândia - +5,3% -, reduziu em 43% e 18%, respectivamente, as compras da Alemanha e Austrália.
De acordo com a consultoria Beijing Orient Agribusiness (BOABC), a queda nos volumes importados é decorrente do aumento da produção de leite e do abrandamento da demanda. Analistas da BOABC acreditam que a atual produção doméstica de leite é suficiente e às vezes até excede a demanda. Eles observam que o volume importado de touros reprodutores vem aumentando, refletindo uma demanda de novas fazendas.
O preço do leite ao produtor aumentou ligeiramente em setembro. Do lado da demanda, o consumo de leite está diretamente relacionado com o nível de renda, e esta vem sendo afetada pelas medidas contra o Covid.
Poder aquisitivo menor enfraquece a demanda por produtos lácteos. Os preços de outros produtos de origem animal como carne bovina, suína e de carneiro, também caíram.
















