O clima continua prejudicando o desempenho da produção na Nova Zelândia
Leite/Oceania – O volume de leite produzido na Nova Zelândia nesta nova temporada continua abaixo dos registrados nos últimos anos.

O relatório de setembro mostra que a produção caiu mais uma vez, e foi a menor desde setembro de 2017. Até agora, neste mês, o clima também tem sido desfavorável embora as condições pareçam estar melhorando à medida que novembro se aproxima. No entanto, a instabilidade do tempo é a principal causa da baixa produção. Chuvas continuam em áreas onde os agricultores afirmam ser essencial o sol para secar os campos e impulsionar o crescimento das pastagens, uma vez que as reservas de alimentos fornecidos enquanto aguardam os pastos estão se esgotando. Áreas muito molhadas e com lama também dificultam os partos e forçam os produtores a manterem os bezerros em abrigos para recuperação das pastagens. Na Ilha Norte, as condições parecem um pouco melhores, mas o clima mais frio e a luz solar limitada dificultam o crescimento das gramíneas e das plantações. Os suplementos tendem a ser escassos, em uma época do ano em que as silagens deveriam ser abundantes. O enfrentamento dos desafios dos custos de produção, associado com o baixo nível de produção de leite, derruba a confiança dos produtores. Fontes do mercado se apressaram em apontar que o sentimento dos usuários finais de produtos lácteos é, no mínimo, cauteloso, mesmo diante da reduzida oferta disponível no curto prazo, durante uma fraca temporada de produção de leite na Nova Zelândia.

Na Austrália, os produtores de leite estão em precárias condições. A escassez de mão de obra e as inundações sazonais prejudicam os esforços de produção de leite. Em Victoria, na região norte da Austrália, onde as terras agrícolas foram submersas pelas águas das enchentes, os agricultores estão descartando o leite. Fontes do mercado acreditam que, no próximo período de férias, os consumidores provavelmente irão pagar preços mais altos pelos lácteos nas lojas de varejo. Enquanto isso, o governo australiano pede às grandes redes de supermercados para cobrarem mais pelos produtos lácteos, como forma de remunerar melhor os agricultores.
Por outro lado, surgiram informações de que a Austrália foi o maior fornecedor mundial de leite em pó desnatado (SMP) no mês de agosto. Segundo relatos, sua participação de mercado atingiu 21%, com crescimento de 78% nas vendas de SMP em relação a outros países. No entanto, com o fraco crescimento da demanda chinesa de lácteos, as exportações australianas buscaram novos mercados. Em 2020, a Austrália vendeu um volume recorde de SMP para a China.

















