Análise da última queda da Fonterra
Demanda – É certo que a demanda retraiu pressionando os preços para baixo. Isso se refletiu no último leilão da Fonterra.

A queda não foi maior porque a oferta está restrita. É improvável que tenha algum desempenho positivo nos próximos seis meses em alguma das principais regiões exportadoras.
Entrando em detalhes sobre a demanda, é importante observar que não está havendo recuperação. No decorrer do ano (até agosto) as importações mundiais de lácteos diminuíram. Leite fresco caiu 140.772 toneladas (-6%); leite em pó caiu 447.623 toneladas (-13%); iogurte e leites fermentados caíram 85.700 toneladas (-16%); soro caiu 86.343 toneladas (-7%); manteiga aumentou 9.023 toneladas (+1%); e queijos diminuíram 100.221 toneladas (-5%).
A demanda de determinados países se manteve baixa: China, Sri Lanka, Bangladesh e Leste Europeu. Outros países estão registrando maiores demandas: Norte da África, Oriente Médio, América do Norte, Sudeste Asiático e também Europa.
A situação macroeconômica internacional está dominando o espectro mundial e afetando todos os âmbitos: econômico, social e político. A inflação e a variação cambial são dois dos fenômenos nada desprezíveis na atualidade.
Segundo análise da Bolsa de Valores da Nova Zelândia e a opinião dos principais analistas do mercado internacional, o saldo da balança deverá se inclinar para a demanda nos próximos meses. A necessidade de importar mais produtos lácteos começa a ser sentida, dada a diminuição dos estoques que há alguns meses ainda se acumulavam devido ao aumento significativo do comércio em 2021. Há certo consenso de que, em meio à turbulência global, o setor lácteo será impactado, mas será um impacto menor do que em outros setores.
















